“Acreditar no Projeto desde o início foi uma Escolha Consciente”
André Sousa, Fundador Épico, foi o primeiro a acreditar no projeto Épicas Hub, numa fase em que tudo ainda estava a nascer. Mesmo sendo homem, a sua decisão foi clara e consciente: “apoiar mulheres a viverem com mais saúde, liberdade e propósito não é uma questão de género, mas de impacto, visão e transformação”, afirma o nosso interlocutor que desde o início desta jornada acreditou no compromisso com um projeto que gera mudança real.
O que o motivou a ser o primeiro a acreditar no projeto Épicas Hub, mesmo sendo homem, e qual foi a perceção inicial que teve sobre a missão de empoderamento das Mulheres 40+?
O que me motivou foi, acima de tudo, coerência de valores.
Embora seja homem, trabalho diariamente com mulheres 40+ e 50+ e acompanho de perto os desafios reais que vivem nesta fase: cansaço, alterações hormonais, falta de escuta e, muitas vezes, a sensação de invisibilidade.
Quando conheci a missão da Épicas HUB, percebi imediatamente que não se tratava apenas de empoderamento no discurso, mas de criar estrutura, conhecimento e comunidade para uma fase da vida que é profundamente transformadora.
A minha perceção inicial — e que se confirmou — foi que a Épicas HUB olha para a maturidade feminina como um ponto de viragem, não como um declínio. E isso fez todo o sentido para mim, tanto enquanto profissional de saúde como enquanto ser humano.
Acreditar no projeto desde o início foi uma escolha consciente: apoiar mulheres a viverem com mais saúde, liberdade e propósito não é uma questão de género, é uma questão de impacto.
Como descreve a forma como a sua prática clínica e a sua abordagem integrativa contribuem para elevar a qualidade científica do que é comunicado às Mulheres dentro da comunidade Épicas?
A minha prática clínica traz à comunidade Épicas uma base científica sólida, mas aplicada à vida real das mulheres.
Trabalho diariamente com dados clínicos, análises laboratoriais, epigenética e individualização terapêutica, o que me permite traduzir ciência complexa em informação clara, útil e responsável.
A abordagem integrativa garante que não falamos apenas de sintomas isolados, mas de sistemas: metabolismo, hormonas, inflamação, intestino, sono e saúde emocional. Isso eleva a qualidade do que é comunicado porque evita simplificações perigosas e modas passageiras.
Dentro da comunidade Épicas, o meu contributo passa por filtrar a informação, contextualizá-la para a mulher 40+ e promover literacia em saúde — para que cada mulher compreenda o seu corpo, tome decisões mais conscientes e se sinta verdadeiramente empoderada.
Ciência, para mim, só faz sentido quando gera autonomia, não dependência. E é isso que procuro trazer para a Épicas HUB.
Como vê o papel de um aliado masculino num projeto dedicado ao universo feminino e de que forma procura apoiar esta mudança que tantas Mulheres vivem após os 40?
Vejo o papel de um aliado masculino como alguém que não ocupa o centro, mas ajuda a sustentar o espaço.
Num projeto dedicado ao universo feminino, o meu papel não é falar pelas mulheres, mas contribuir para que tenham mais informação, mais apoio e mais ferramentas para atravessar esta fase da vida com confiança.
Após os 40, muitas mulheres vivem mudanças profundas — físicas, hormonais, emocionais e identitárias. Apoiar essa transição exige escuta, empatia e responsabilidade científica. É isso que procuro trazer: uma visão clínica integrativa aliada ao respeito pelo ritmo e pela história de cada mulher.
A verdadeira mudança acontece quando deixamos de patologizar esta fase da vida e passamos a acompanhá-la com consciência. Se a minha presença enquanto homem ajuda a normalizar este cuidado, a ampliar a literacia em saúde e a criar pontes entre conhecimento e prática, então estou exatamente onde devo estar.
Como descreve a aprendizagem mais marcante que teve desde que se envolveu na Épicas Hub sobre as necessidades reais das mulheres 40 plus e 50 plus, e que impacto isso teve na forma como comunica ou exerce a sua prática?
A aprendizagem mais marcante foi perceber que, para muitas mulheres 40+ e 50+, o maior défice não é apenas hormonal ou metabólico — é de escuta e validação.
Ao envolver-me na Épicas HUB, ficou ainda mais claro que estas mulheres não procuram apenas soluções técnicas; procuram compreensão, clareza e alguém que as ajude a fazer sentido do que estão a viver, sem julgamentos.
Isso teve um impacto direto na forma como comunico e exerço a minha prática. Hoje sou ainda mais cuidadoso na linguagem que uso, evitando alarmismos e promessas rápidas, e focando-me em explicar, contextualizar e empoderar.
Na prática clínica, reforçou a importância de integrar ciência com humanidade: mais tempo de escuta, mais educação em saúde e mais respeito pelos ritmos individuais.
A Épicas HUB confirmou algo essencial para mim — quando uma mulher se sente vista e compreendida, o processo de mudança torna-se muito mais eficaz e sustentável.
O seu envolvimento no projeto tem um cariz simbólico muito relevante. Como se sente ao perceber que a sua ação pode inspirar outros homens a apoiar iniciativas semelhantes?
Sinto-me profundamente grato e, ao mesmo tempo, responsável.
Se a minha presença no projeto Épicas HUB tiver um valor simbólico, espero que seja o de mostrar que apoiar o universo feminino não diminui ninguém — pelo contrário, amplia impacto e consciência.
Acredito que os homens têm um papel importante quando escolhem apoiar sem controlar, escutar sem corrigir e contribuir sem protagonismo. Se isso inspirar outros homens a fazerem o mesmo, então estamos a criar uma mudança cultural real, não apenas individual.
Apoiar iniciativas como a Épicas HUB é reconhecer que quando as mulheres vivem com mais saúde, autonomia e propósito, toda a sociedade beneficia.
Se a minha ação servir de convite para mais homens se posicionarem com respeito, maturidade e responsabilidade, então esse é, para mim, um dos maiores legados deste envolvimento.
Olhando para o futuro do Épicas Hub, que papel gostaria de continuar a desempenhar e que mudanças gostaria de ver implementadas para criar um impacto ainda mais profundo na vida das mulheres 40+?
No futuro da Épicas HUB, gostaria de continuar a desempenhar um papel de suporte estratégico e científico, ajudando a garantir que a informação partilhada com a comunidade mantém rigor, clareza e aplicabilidade real.
Vejo-me a contribuir cada vez mais na construção de conteúdos educativos estruturados, na literacia em saúde e na integração entre conhecimento científico e experiência prática das mulheres.
Quanto às mudanças, acredito que o impacto pode ser ainda mais profundo com programas mais personalizados, que acompanhem as mulheres ao longo do tempo — não apenas com informação, mas com orientação contínua, comunidade ativa e ferramentas práticas para o dia a dia.
Gostaria também de ver a Épicas HUB a assumir um papel cada vez mais relevante na normalização da maturidade feminina, trazendo para o centro temas como metabolismo, menopausa, saúde emocional e autonomia, sem tabus nem dramatismos.
O futuro passa por empoderar mulheres 40+ e 50+ não apenas para se sentirem melhor, mas para viverem esta fase com consciência, liberdade e impacto. E é nesse caminho que quero continuar presente.