“A Intermediação de Crédito é uma profissão que faz verdadeiramente a diferença na vida das Pessoas”
Há carreiras que se constroem por acaso. Outras nascem da coragem de recomeçar, desafiar o conforto e transformar experiência em propósito. Num setor onde a confiança, a capacidade de negociação e a proximidade fazem toda a diferença, são cada vez mais as mulheres que estão a redefinir o futuro da intermediação de crédito, trazendo uma liderança assente na competência, na empatia e na criação de valor para as famílias.
É neste contexto que conhecemos Carla Martins, Líder da Maxfinance Success. Depois de cerca de duas décadas dedicadas à área comercial, decidiu, em 2022, abraçar um novo desafio profissional na intermediação de crédito, levando consigo uma sólida experiência em gestão de relações, negociação e foco no cliente. Nesta entrevista, partilha as motivações que a levaram a reinventar o seu percurso, os desafios de entrar num setor altamente especializado e a sua visão sobre o crescente protagonismo das mulheres numa atividade que exige conhecimento, responsabilidade e um compromisso diário com a concretização dos sonhos e objetivos dos portugueses. Uma conversa inspiradora sobre mudança, determinação e a força de acreditar que nunca é tarde para construir um novo caminho.
A sua carreira podia ter seguido muitos caminhos. O que a levou a escolher o setor da intermediação de crédito e em que momento percebeu que esta seria mais do que uma profissão, mas uma missão de ajudar pessoas a transformar a sua vida financeira?
Ao longo de cerca de 20 anos desenvolvi a minha carreira na área comercial, um setor marcado por objetivos exigentes, elevada competitividade e uma constante pressão por resultados. No entanto, desde cedo percebi que o verdadeiro sucesso não está apenas em vender um produto ou um serviço, mas em compreender as reais necessidades de cada pessoa, criar uma relação de confiança e disponibilizar informação que permita aos clientes tomar decisões conscientes e seguras.
Foi precisamente essa visão que me levou, em 2022, a abraçar a Intermediação de Crédito. Iniciei este percurso enquanto trabalhadora por conta de outrem e rapidamente percebi que esta atividade ia muito além da componente financeira. Todos os dias tinha a oportunidade de acompanhar famílias na concretização de um dos maiores projetos das suas vidas: a compra da casa própria. Mais do que encontrar a melhor solução de financiamento, ajudava pessoas a tomar decisões que iriam influenciar o seu futuro durante muitos anos.
Foi nesse momento que compreendi que esta não seria apenas uma profissão, mas uma missão. A missão de simplificar um processo que, para muitas famílias, é complexo e gerador de ansiedade; de esclarecer dúvidas; de defender os interesses dos clientes perante as instituições bancárias; e de garantir que cada decisão é tomada com total transparência, segurança e conhecimento.
Com essa convicção nasceu a vontade de criar a minha própria empresa de Intermediação de Crédito. Queria construir um projeto assente nos meus valores, onde o cliente estivesse verdadeiramente no centro de todas as decisões. Um espaço onde o profissionalismo, a ética, a proximidade e o acompanhamento personalizado fossem muito mais do que palavras: fossem a forma de trabalhar todos os dias.
Hoje, sinto que liderar uma empresa nesta área significa muito mais do que gerir processos ou negociar com os bancos. Significa assumir a responsabilidade de fazer a diferença na vida das pessoas, ajudando-as a concretizar sonhos de forma sustentável e financeiramente responsável. É esse impacto humano que continua a motivar-me diariamente e que me confirma que escolhi o caminho certo.
A presença feminina no setor da intermediação de crédito tem vindo a crescer de forma consistente. Na sua perspetiva, o que é que as mulheres estão a trazer de diferente à profissão e de que forma essa diversidade está a elevar a qualidade do serviço prestado aos clientes?
A presença feminina na Intermediação de Crédito tem vindo, felizmente, a crescer de forma consistente, e acredito que isso tem contribuído para enriquecer a profissão. Mais do que uma questão de género, trata-se da diversidade de competências, de perspetivas e de formas de comunicar, fatores que beneficiam diretamente os clientes.
Na minha experiência, muitas mulheres conseguem conciliar uma forte orientação para os objetivos com uma elevada capacidade de escuta, empatia e inteligência emocional. Esta combinação permite compreender verdadeiramente a realidade de cada cliente, identificar as suas preocupações e adaptar a comunicação às suas necessidades, tornando um processo que, muitas vezes, é complexo e emocionalmente exigente, numa experiência mais tranquila e segura.
Na Intermediação de Crédito não lidamos apenas com números ou taxas de juro; lidamos com sonhos, projetos de vida e decisões que terão impacto durante muitos anos. É por isso que a confiança assume um papel absolutamente fundamental.
Acredito que uma das maiores mais-valias que podemos oferecer é precisamente a capacidade de construir relações duradouras. Não estamos presentes apenas na compra da primeira casa ou na assinatura de um contrato de crédito. Acompanhamos os clientes antes, durante e depois do processo, permanecendo disponíveis para os aconselhar sempre que as suas vidas mudam ou surgem novas necessidades financeiras.
Para mim, o verdadeiro sucesso não se mede apenas pelo número de processos concluídos, mas pelo facto de um cliente voltar a procurar-nos anos mais tarde, recomendar o nosso trabalho à família e aos amigos e confiar que estaremos ao seu lado em cada nova etapa da sua vida. É essa relação de proximidade e confiança que, acredito, muitas mulheres têm ajudado a reforçar e que tem contribuído para elevar a qualidade do serviço prestado em todo o setor.
Durante muitos anos, o crédito foi visto apenas como um produto financeiro. Hoje, o intermediário de crédito assume um papel muito mais estratégico, ajudando famílias a reorganizar orçamentos, reduzir encargos e tomar decisões mais conscientes. Até que ponto acredita que estes profissionais são agentes de educação financeira e de promoção do equilíbrio económico das famílias?
Acredito que, hoje, o papel do intermediário de crédito vai muito além da procura da melhor taxa de juro ou da negociação das condições de financiamento. Somos, cada vez mais, parceiros na tomada de decisões financeiras que têm um impacto profundo na vida das famílias.
Apesar da evolução que tem existido nos últimos anos, continuamos a viver numa sociedade onde a literacia financeira ainda é insuficiente. Muitas pessoas desejam comprar casa, mas desconhecem os requisitos necessários, os custos associados ao processo, a importância da taxa de esforço ou o impacto que determinadas decisões podem ter no seu orçamento familiar a longo prazo.
É precisamente neste contexto que o intermediário de crédito assume um papel determinante. Cabe-nos informar, esclarecer e desmistificar conceitos que, para quem não trabalha diariamente nesta área, podem parecer complexos. Mas, acima de tudo, cabe-nos ajudar cada cliente a planear o seu futuro, seja para concretizar um projeto de compra no imediato, seja para definir um plano a curto ou médio prazo que lhe permita reunir as condições necessárias para o fazer de forma segura.
Enquanto intermediários de crédito temos uma enorme responsabilidade. O nosso dever não é apenas encontrar uma solução de financiamento, mas garantir que essa solução é sustentável e adequada à realidade financeira de cada família. A concretização do sonho da casa própria nunca deve comprometer a estabilidade económica de quem nos procura.
Na minha perspetiva, fazemos também educação financeira, muitas vezes sem que os próprios clientes se apercebam disso. Explicamos conceitos, alertamos para riscos, ajudamos a definir prioridades, promovemos uma gestão mais consciente do orçamento familiar e capacitamos as pessoas para tomarem decisões informadas.
Quando um cliente termina um processo connosco não deve levar apenas um contrato de crédito. Deve levar também mais conhecimento, maior confiança para gerir as suas finanças e a certeza de que tomou uma decisão consciente e responsável. É esse impacto que, acredito, valoriza verdadeiramente a nossa profissão e contribui para o equilíbrio financeiro das famílias e da sociedade.
Liderar numa atividade onde a confiança é o principal ativo exige muito mais do que conhecimento técnico. Quais considera serem as competências que distinguem uma liderança feminina de sucesso neste setor e que desafios continuam, ainda hoje, a exigir uma maior afirmação das mulheres?
Acredito que uma liderança de sucesso, seja exercida por uma mulher ou por um homem, assenta sempre em valores como a integridade, a competência, a capacidade de decisão e o respeito pelas pessoas. No entanto, considero que muitas mulheres trazem para a liderança uma combinação muito interessante entre firmeza, proximidade e inteligência emocional.
Na Intermediação de Crédito, onde a confiança é o nosso maior património, estas competências fazem toda a diferença. As famílias procuram-nos num dos momentos mais importantes das suas vidas e esperam encontrar alguém que, para além de dominar a componente técnica, saiba ouvir, compreender as suas preocupações e transmitir segurança ao longo de todo o processo.
Procuro exercer a minha liderança exatamente dessa forma: com exigência, rigor e responsabilidade, mas também com empatia, disponibilidade e uma verdadeira cultura de proximidade. Acredito que liderar não é impor, mas inspirar confiança através do exemplo, da consistência e do compromisso diário.
Enquanto empreendedora, criar a minha própria empresa foi também um desafio de afirmação. Significou acreditar na minha visão, assumir riscos, tomar decisões difíceis e construir um projeto sustentado pelos valores em que acredito. Esse percurso ensinou-me que a credibilidade conquista-se todos os dias, através do trabalho, da dedicação e da capacidade de cumprir aquilo que prometemos.
É verdade que ainda existem desafios para muitas mulheres, sobretudo na conciliação entre a vida profissional e pessoal e, por vezes, na necessidade de demonstrar continuamente a sua competência em contextos tradicionalmente mais masculinos. Felizmente, essa realidade tem vindo a evoluir, e acredito que cada mulher que lidera com profissionalismo, ética e resultados está a abrir caminho para as que virão a seguir.
Espero que, cada vez mais, deixemos de falar de liderança feminina como uma exceção e passemos simplesmente a falar de boa liderança. Porque o que verdadeiramente distingue um líder não é o género, mas a capacidade de gerar confiança, criar impacto positivo na vida das pessoas e contribuir para uma sociedade mais equilibrada e mais humana.
O mercado financeiro está a viver uma profunda transformação, impulsionada pela digitalização, pela inteligência artificial e por clientes cada vez mais informados. Como imagina o futuro da intermediação de crédito e de que forma as mulheres podem assumir um papel decisivo na construção dessa nova realidade?
A Intermediação de Crédito está a atravessar uma das maiores transformações da sua história. A digitalização, a inteligência artificial e o acesso imediato à informação estão a alterar a forma como os clientes pesquisam, comparam soluções e tomam decisões.
Vejo esta evolução como uma enorme oportunidade. A tecnologia permitirá automatizar tarefas, acelerar processos, melhorar a análise de dados e proporcionar respostas mais rápidas e eficientes. No entanto, acredito que nunca substituirá aquilo que verdadeiramente distingue um bom intermediário de crédito: a capacidade de compreender as pessoas.
Comprar uma casa continua a ser uma das decisões mais importantes da vida de uma família. Envolve emoções, expectativas, receios e projetos de futuro que nenhuma tecnologia consegue interpretar na sua totalidade. É por isso que acredito que o futuro passará por um equilíbrio entre inovação tecnológica e acompanhamento humano. Quanto mais digital for o processo, maior será a necessidade de profissionais capazes de transmitir confiança, aconselhar com independência e personalizar cada solução.
Neste contexto, considero que as mulheres podem assumir um papel decisivo. Pela sua capacidade de adaptação, pela proximidade na comunicação, pela empatia e pela visão estratégica, estão particularmente bem posicionadas para liderar esta nova fase do setor. Mas, acima de tudo, porque sabem que inovar não significa perder o lado humano — significa utilizar a tecnologia para servir melhor as pessoas.
Gostaria que o futuro da Intermediação de Crédito fosse reconhecido não apenas pela eficiência dos processos, mas pela qualidade do aconselhamento que presta. Um setor onde a tecnologia simplifica, a inteligência artificial apoia a decisão, mas onde a confiança, a ética e a relação humana continuam a ser o verdadeiro diferencial.
Acredito que esse será o caminho da profissão: profissionais cada vez mais preparados, tecnologicamente evoluídos, mas também mais próximos, mais transparentes e mais comprometidos com o bem-estar financeiro das famílias. Porque, no final, o nosso maior valor nunca será a tecnologia que utilizamos, mas a confiança que conseguimos inspirar.
Se pudesse deixar uma mensagem às jovens mulheres que procuram uma carreira desafiante, com impacto real na vida das pessoas e oportunidades de crescimento, por que razão lhes diria que a intermediação de crédito pode ser uma escolha de futuro?
Diria, antes de mais, que a Intermediação de Crédito é uma profissão que faz verdadeiramente a diferença na vida das pessoas. Todos os dias temos a oportunidade de ajudar famílias a concretizar sonhos, a encontrar soluções para desafios financeiros e a tomar decisões que terão impacto no seu futuro. Poucas profissões nos permitem sentir, de forma tão direta, que o nosso trabalho melhora a vida de alguém.
É também uma atividade extremamente desafiante e dinâmica. Obriga-nos a aprender continuamente, a acompanhar a evolução do mercado, da legislação e das soluções financeiras, mas, acima de tudo, desafia-nos a compreender pessoas. Cada cliente é único, cada história é diferente e cada processo exige uma solução personalizada.
Às jovens mulheres diria para acreditarem nas suas capacidades e não terem receio de assumir desafios ou de ocupar espaços de liderança. O conhecimento técnico aprende-se e aperfeiçoa-se todos os dias. Já a integridade, a dedicação, a capacidade de ouvir e a vontade genuína de ajudar são qualidades que fazem toda a diferença nesta profissão.
Vivemos uma época em que as mulheres têm cada vez mais espaço para liderar, inovar e transformar setores tradicionalmente associados ao mundo financeiro. A nossa sensibilidade, capacidade de adaptação, resiliência e proximidade na relação com as pessoas são competências cada vez mais valorizadas e que podem contribuir para uma Intermediação de Crédito mais humana, mais próxima e mais orientada para o cliente.
Se pudesse deixar apenas uma mensagem, seria esta: nunca escolham uma profissão apenas pelo que ela vos pode dar. Escolham uma profissão onde possam crescer, aprender e, sobretudo, deixar uma marca positiva na vida dos outros.
Foi isso que encontrei na Intermediação de Crédito. Mais do que uma carreira, encontrei um propósito. E acredito que, quando trabalhamos com propósito, o sucesso acaba por ser uma consequência natural. "Mais do que intermediar crédito, ajudo pessoas a tomar decisões que lhes permitem construir um futuro com mais segurança e tranquilidade."