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“Quando a liderança se abre a diferentes olhares, Todos crescem”

A Business Voice foi conhecer a Play Planet, uma marca que está presente no mercado desde 2010, e que tem vindo a pautar o seu trajeto assente em pilares como a excelência, a diferenciação e a personalização. Arquiteta de formação, Milva de Magalhães Maggioni é a General Manager da marca e concedeu-nos o privilégio de conhecer um pouco mais do seu trajeto e da Play Planet.

A Play Planet assume-se como uma marca de Design & Build, ou seja, tem a capacidade de transformar qualquer ideia num conceito sólido, promovendo o ciclo criativo. Antes de tudo, fale-nos um pouco do trajeto da marca e de que forma é que a mesma se foi transformando e desenvolvendo ao longo destes anos de existência.
A Play Planet nasceu há 15 anos do sonho de um pequeno grupo de mulheres empreendedoras, movidas pela vontade de dar asas à criatividade e à inovação, sobretudo no âmbito da arquitetura paisagista e da reabilitação urbana. Desde o início, tivemos uma visão muito clara: queríamos romper com o óbvio, sair do lugar-comum e pensar os espaços públicos com uma abordagem artística, funcional e, acima de tudo, humana.
Enquanto arquiteta paisagista, sentia frequentemente que os projetos de equipamentos lúdicos e mobiliário urbano eram demasiado redutores — baseados em soluções repetidas, pouco estimulantes e muitas vezes desajustadas ao contexto envolvente e à comunidade que os iria usufruir. Havia uma clara falta de alternativas desenhadas especificamente para públicos como adolescentes, jovens adultos ou até adultos, que também precisam de espaços que os acolham, que promovam o bem-estar e a socialização ao ar livre.
Sempre acreditei que o equilíbrio físico e emocional passa por esta ligação com o exterior, com a natureza, com os cheiros, sons e texturas do ambiente natural. Por isso, a nossa missão sempre foi a de reinterpretar o espaço público, com projetos criativos, ousados, que contam histórias e criam experiências. Foi dessa visão que nasceu também a nossa marca registada Play in Art®, que materializa essa simbiose entre arte, design e função.
Com o crescimento da equipa e a entrada de novos talentos, fomos expandindo a nossa expressão criativa a outras áreas, como o design de comunicação, onde ajudamos entidades e marcas a ganhar identidade e presença através de logótipos, campanhas e toda a linguagem visual. Simultaneamente, investimos fortemente no design industrial, criando peças únicas e com uma forte componente artística, seja em mobiliário urbano, equipamentos para espaço público ou esculturas.
A determinada altura, percebemos que para garantir que os nossos projetos ganhavam vida com a qualidade e detalhe que idealizávamos, tínhamos de assumir o controlo da sua concretização. Assim, criámos uma equipa interna de engenharia e construção, que hoje funciona como um empreiteiro especializado, com elevados padrões de segurança, rigor e profissionalismo.
E como o conhecimento só faz sentido quando partilhado, sentimos também a necessidade de transmitir aquilo que aprendemos ao longo do caminho. Hoje oferecemos consultoria e formação, principalmente nas áreas do projeto e da construção, sempre com foco no espaço público, inclusivo e criativo.
A Play Planet é, assim, uma empresa que cresceu em várias direções, mas sempre fiel à sua essência: usar a criatividade como ferramenta de transformação dos espaços e da sociedade.

Um dos elementos que marca a diferença na Play Planet passa pela sua capacidade em apresentar constantemente soluções inovadoras, diferenciadoras e personalizadas. É legítimo afirmar que um dos pontos distintos da marca é esta capacidade de personalização perante cada cliente? Como o perpetuam?
Sim, a personalização tem sido, desde sempre, um dos pilares distintivos da Play Planet. É uma linha condutora, uma marca da nossa identidade. Acreditamos que cada projeto é único e, como tal, merece um tratamento especial e diferenciador.
Não vemos o espaço público, as marcas ou os negócios como realidades uniformes, pelo contrário, é precisamente nas características singulares que reside a sua riqueza e potencial. Tal como os indivíduos, também os lugares e os projetos devem refletir a sua identidade, história e vocação. A uniformização pode dar uma sensação de organização e segurança, mas é nas diferenças, nas surpresas e nas perspetivas fora do comum que despertamos verdadeiramente o olhar, o pensamento e a emoção. O que é memorável é aquilo que se distingue.
Penso que temos dentro de nós a herança do espírito português mais antigo: a coragem de navegar rumo ao desconhecido, a curiosidade insaciável que impulsiona a descoberta e a vontade de explorar novos horizontes. Inovar é, antes de mais, um ato de coragem. Por isso, perpetuamos esta capacidade de personalização através de três forças fundamentais: A curiosidade, que nos leva a procurar, investigar e estudar novas soluções; a coragem, para tomar decisões ousadas e romper com o óbvio; e a capacidade de ação, para concretizar ideias com qualidade e paixão.
Este compromisso só é possível porque temos vindo a crescer de forma sustentada, com uma equipa multidisciplinar coesa, alinhada com esta visão e com um profundo sentido de missão.

A Play Planet é Distribuidora oficial e exclusiva em Portugal e em vários países de expressão portuguesa das mais prestigiadas marcas internacionais. Porquê a aposta na expansão internacional e como é que a marca tem vindo a dar resposta também ao nível internacional?
A aposta na expansão internacional é uma consequência natural da nossa visão estratégica. Representamos em Portugal várias marcas europeias de referência, o que nos permite oferecer soluções completas para o espaço público — tanto em exteriores como interiores. No entanto, o nosso maior objetivo sempre foi o desenvolvimento e internacionalização das peças de autor Play in Art®, com grande potencial de crescimento além-fronteiras.
Num mercado nacional pequeno, instável e com poucos apoios às PME, crescer de forma sustentada exige pensar globalmente. É no contexto internacional que conseguimos escalar os nossos projetos, criar emprego qualificado e gerar recursos internos.
Temos vindo a reforçar a nossa equipa com especialistas de várias áreas — design industrial, gráfico e de comunicação, engenharia, paisagismo, ergonomia, logística — para estarmos tecnicamente preparados para competir com os melhores, em qualquer parte do mundo.

A Milva Maggioni é Administradora da marca e Arquitecta Paisagista, sendo líder da Play Planet. Antes de mais, como é enquanto líder e que características acredita serem essenciais num líder agregador e promotor de uma dinâmica coletiva em prol de um desiderato?
Na minha perspetiva, um líder que agrega e promove uma dinâmica coletiva deve, acima de tudo, cultivar a humildade e o respeito. Acredito profundamente na importância de saber ouvir – não apenas escutar, mas realmente compreender o outro – e em práticas simples que fazem toda a diferença no quotidiano: agradecer quando se pede algo, pedir por favor, saber elogiar com sinceridade e, igualmente, saber responsabilizar cada membro da equipa pelas suas decisões e atitudes.
Um bom líder deve criar um espaço onde a liberdade individual seja valorizada, mas onde também existam foco, direção e valores claros que norteiem a ação coletiva em prol de um bem comum. A empatia é, para mim, um pilar essencial – é preciso ter a capacidade de observar a perspetiva do outro sem arrogância, sem tiques ditatoriais, com genuína vontade de compreender e integrar diferentes visões.
Por fim, considero que a resiliência é uma das características mais exigidas num contexto de liderança. Um líder não pode vergar perante as vicissitudes da vida ou do negócio. Deve manter-se focado, com uma atitude positiva, proativa e com capacidade de planear estrategicamente para superar obstáculos. Reinventar-se, quando necessário, é também sinal de força e inteligência emocional.

Na sua opinião, como é que a diversidade de género na liderança influência a cultura organizacional e quais são os impactos dessa diversidade na inovação e na tomada de decisão no seio das empresas?
A diversidade de género na liderança tem, no meu entender, um impacto profundo na cultura organizacional e nos próprios processos de inovação e tomada de decisão dentro de uma empresa. No nosso caso, começámos por ser uma empresa 100% feminina, o que, tendo em conta que operamos nas áreas de projeto e, sobretudo, de construção — ainda hoje maioritariamente lideradas por homens —, teve um peso significativo na forma como fomos recebidas no mercado e também na forma como construímos a nossa identidade.
No início enfrentámos desconfiança. Houve quem achasse que, por sermos apenas mulheres à frente de um negócio "duro", não teríamos capacidade para vingar. Sentimos isso tanto no acesso a financiamento como na hesitação de alguns potenciais clientes. Mas essa adversidade, em vez de nos quebrar, deu-nos ainda mais força, foco e resiliência.
Ao mesmo tempo, acredito que a nossa liderança feminina foi essencial para moldar uma cultura organizacional muito própria, assente na empatia, na escuta e na criação de condições de trabalho verdadeiramente humanas. Um exemplo concreto é o facto de, quando adquirimos o nosso escritório, uma das nossas prioridades na remodelação foi criar uma sala para receber os filhos dos colaboradores. Essa sala, equipada com secretárias, brinquedos, jogos, televisão e tudo o necessário para que as crianças se sintam bem, funciona como uma extensão de casa. Ali fazem os trabalhos de casa, brincam e até criam amizades entre si, enquanto os pais continuam a trabalhar com tranquilidade. Esta medida, que ainda hoje é rara em pequenas e médias empresas, representa bem o tipo de cultura que promovemos.
O nosso espaço é também pet friendly, com dois gatos residentes e a minha cadela que nos acompanha diariamente. Este ambiente mais afetivo, mais integrador, mais próximo, é, a meu ver, fruto de um estilo de liderança com traços muito femininos — que não exclui, mas acolhe, que não impõe, mas integra.
Na prática, a diversidade de género traz riqueza de perspetivas e maior sensibilidade na gestão das equipas. Estimula soluções mais criativas e humanas, e permite tomar decisões mais equilibradas, com impacto positivo tanto na inovação como na coesão interna. Quando a liderança se abre a diferentes olhares, todos crescem: a empresa, as pessoas e a própria sociedade.

Acredita que existem diferenças no estilo de liderança entre homens e mulheres? Se sim, como é que essas diferenças impactam o desempenho organizacional e a retenção de talentos?
Na minha opinião, sim, existem diferenças nos estilos de liderança entre homens e mulheres — ainda que, naturalmente, não devamos cair em generalizações. Há sempre exceções e nuances. Mas, de forma geral, os homens tendem a ter uma abordagem mais pragmática, direta, e muitas vezes mais inclinada ao risco. Já as mulheres, por norma, lideram com mais densidade emocional, ponderação e visão estratégica a médio e longo prazo.
Outro ponto que me parece relevante é a forma como se estabelecem redes de apoio e proteção dentro das organizações. É visível, em muitos contextos, um certo espírito de “clube” masculino, onde os homens se apoiam mutuamente, por vezes independentemente do mérito ou da competência. Já as mulheres, apesar do estigma de que “embirram umas com as outras” — algo com o qual não concordo —, tendem a ser mais transparentes, autênticas e emotivas. Debatem mais, mostram mais o que sentem, e isso pode ser visto como um sinal de vulnerabilidade, mas para mim é um sinal de verdade. E essa sinceridade, quando bem gerida, é construtiva e fortalece as equipas.
No nosso caso, a liderança feminina tem trazido uma perspetiva muito mais humana para a gestão. Olhamos para as pessoas não apenas como recursos ou ativos, mas como seres humanos inteiros, com dias bons e maus, com necessidades que vão além do desempenho. E acredito que é precisamente essa abordagem mais empática e sensível que nos tem permitido criar um ambiente de trabalho onde as pessoas se sentem valorizadas, reconhecidas e incluídas.
Esse tipo de cultura tem um impacto direto na retenção de talento. Quando as pessoas se sentem vistas e respeitadas na sua individualidade, têm mais vontade de ficar, de contribuir, de crescer com a empresa. E no fim do dia, é isso que alimenta o verdadeiro desempenho organizacional: o compromisso, a motivação e a confiança.

Apesar de estarmos no bom caminho nessa perspetiva da igualdade de oportunidades, sente que ainda é necessário fazer mais para que haja neste ponto um maior equilíbrio?
Sim, penso que ainda há um longo e duro caminho a percorrer. É verdade que já se evoluiu bastante — basta pensar que, há apenas duas gerações, a minha avó não pôde seguir os seus estudos em Belas Artes porque “não ficava bem”, ou que a minha mãe, quando casou, não podia viajar sem o consentimento do marido. As mulheres eram quase sempre dependentes económica e socialmente dos homens. Houve, de facto, avanços extraordinários em poucas décadas.
Mas quando olhamos para os altos cargos nas empresas, ou para posições de liderança política e económica, continuam a ser maioritariamente ocupados por homens. Ainda existe uma cultura de proteção e favorecimento masculino, muitas vezes até reforçada por algumas mulheres que continuam a ver o homem como a figura “natural” de autoridade, o que se reflete também no contexto profissional.
As mulheres continuam a sentir uma enorme pressão para serem “boas mães” e “boas esposas”, e muitas carregam uma culpa quase ancestral por quererem investir em carreiras exigentes. Essa culpa vem da nossa carga emocional, mas também da forma como a sociedade — incluindo muitos homens — impõe essa dualidade. É raro ouvirmos um homem dizer que precisa de sair mais cedo para fazer compras, ajudar nos trabalhos de casa ou preparar o jantar. Mas para muitas mulheres, esse equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é uma corda bamba constante.
E sejamos honestos: para muitos homens, sobretudo das gerações mais antigas, ainda é desconfortável receber ordens de uma mulher. Acredito que as novas gerações já trazem uma mentalidade mais aberta, mais igualitária. Mas o simples facto de estarmos aqui, nesta entrevista, a debater este tema, mostra que ainda não é uma realidade suficientemente natural e consolidada para deixar de ser discutida. Espero sinceramente estar no ativo para ver esse dia chegar.

Qual deverá ser o papel da Mulher para que esse equilíbrio seja cada vez mais um dado adquirido?
Acredito que o papel da mulher, para que o equilíbrio de género seja cada vez mais uma realidade, passa por ser mais curiosa, informada e interventiva. Não basta ficar no sofá a lamentar a falta de igualdade — é essencial tomar as rédeas do nosso próprio destino. Se sentimos que estamos a ser alvo de discriminação, devemos reunir argumentos sólidos e reivindicar os nossos direitos. Não faz sentido, por exemplo, existirem tabelas remuneratórias diferentes para as mesmas funções apenas por se ser mulher. Há situações que já não são admissíveis, que não têm explicação nem fundamento — trata-se apenas de repor justiça.
Não queremos abrir uma guerra entre sexos. Vivemos numa sociedade que muitas vezes salta do 8 para o 88, e o equilíbrio está precisamente em respeitar os homens, tratá-los como pares, de igual para igual, e exigir sermos tratadas da mesma forma — com respeito, seriedade e equidade.
Não devemos perder aquilo que nos define como mulheres, a nossa identidade, a nossa sensibilidade, mas também não podemos permitir injustiças, desigualdades ou faltas de respeito. Participar na vida política ativa é outro passo importante. Precisamos de mais mulheres em lugares de tomada de decisão, tanto a nível nacional como internacional. Acredito profundamente que só assim conseguiremos construir um mundo mais justo e mais equilibrado para todos.

A terminar, quais são os grandes desafios e objetivos da Play Planet e de que forma pretendem continuar a responder às exigências do mercado através de uma aposta forte na inovação e na capacidade de diferenciação, adaptáveis às mais variadas realidades, paisagens e gentes?
Um dos grandes desafios da Play Planet prende-se com a constante transformação dos comportamentos e necessidades dos consumidores. À medida que a tecnologia avança de forma avassaladora, também os contextos sociais, culturais e individuais se tornam mais complexos, exigindo respostas cada vez mais rápidas, personalizadas e disponíveis a qualquer hora. Vivemos numa era onde a inteligência artificial e outras ferramentas digitais são vistas como soluções facilitadoras, e, nesse sentido, a nossa capacidade de adaptação passa também por integrar essas ferramentas nos nossos processos criativos e operacionais, sem perder a essência humana e artística que define o nosso trabalho.
Outro desafio, que consideramos particularmente crítico, é o da globalização e da velocidade com que a informação circula nas redes sociais e no meio digital. Muitas vezes, ideias e projetos desenvolvidos pela Play Planet surgem posteriormente associados a outras marcas, em claro desrespeito pelos nossos direitos de propriedade intelectual. Esta liberdade de acesso à informação, embora importante, traz consigo o risco da banalização do esforço criativo. A nossa resposta a este fenómeno só pode ser uma: inovação constante. É através de uma procura contínua por novas ideias, soluções inesperadas e conceitos originais — sempre sustentados por um elevado rigor técnico, um apurado sentido estético e uma vasta experiência — que conseguimos manter a nossa identidade e responder de forma diferenciadora às múltiplas realidades, paisagens e culturas com que trabalhamos.
Acreditamos que o futuro se constrói com criatividade, coragem e autenticidade. É por isso que a Play Planet continua a reinventar-se, assumindo uma posição cada vez mais ousada e disruptiva no mercado.

Que mensagem lhe aprazaria deixar ao universo feminino, dando foco à sua capacidade de resiliência e persistência para alcançar resultados positivos através da sua liderança?
A minha mensagem não se dirige apenas ao universo feminino, pois tal seria muito redutor. Esta é uma mensagem para todas as pessoas, independentemente da idade, género ou condição física. Todos temos o direito — e o dever — de perseguir os nossos sonhos com convicção, coragem e autenticidade.
Acreditem. Trabalhem a vossa autoestima e autoconfiança, mesmo quando o mundo vos tentar convencer do contrário. Muitas vezes, a confiança é confundida com arrogância e, por isso, desvalorizada ou até contrariada. No meu percurso, ouvi inúmeras vezes que não iria conseguir, que não tinha capacidade financeira ou formação de gestão adequadas, que criar e fazer crescer uma empresa como a Play Planet era uma missão impossível e fadada ao insucesso. Mas vozes negativas, leva-as o vento. Nunca deixei de acreditar, mesmo quando todos em redor me franziam o sobrolho, e duvidavam. E hoje, cá estamos, 15 anos cumpridos de muito sucesso e determinados a cumprir muitos mais.
O importante é mesmo não desistir. É ter a ousadia de arriscar. Porque, no fundo, o que de tão terrível pode acontecer ao darmos um passo em direção dos nossos sonhos? Acredito também que o maior ganho está, não apenas no cumprimento do objetivo que nos colocamos, mas no próprio caminho, na forma como o trilhamos com humildade, determinação e vontade de aprender. A verdadeira liderança nasce da coragem de continuar, da persistência em inovar e da capacidade de resistir. Sempre.




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