Pesquisar

Utilizamos cookies para garantir que tenha a melhor experiência no nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies e a nossa Política de Privacidade.

“Celebremos todas as Mulheres e que nunca nos falte Coragem para seguir em frente”

Acredita que as Mulheres que assumem posições de liderança ainda enfrentam desafios significativos, assegurando que muitos dos quais resultam de barreiras culturais, estruturais e sociais que persistem no mundo corporativo. Falamos de Fátima Nunes é Diretora, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta do Instituto do Desenvolvimento, que, em grande entrevista à Business Voice, revelou como o Instituto do Desenvolvimento tem vindo a prestar um serviço especializado, fomentando ainda uma cultura de cuidado e atenção à individualidade de cada pessoa, sem esquecer que é fundamental que as Mulheres nunca desistam e continuem a acreditar na sua essência e capacidade para ultrapassar e lidar com os desafios diários.

O Instituto do Desenvolvimento (ID) tem como missão, apresentar uma resposta especializada na área do Desenvolvimento e da Saúde Física e Mental, baseando a sua intervenção nas características e idiossincrasias de cada indivíduo. No sentido de contextualizar o nosso leitor, de que forma é que o ID tem vindo a promover esta dinâmica de preocupação com os outros?
O ID tem baseado a sua missão na preocupação com o desenvolvimento, a saúde física e mental através de uma abordagem personalizada e especializada. A nossa intervenção baseia-se nas necessidades individuais, garantindo um acompanhamento adequado às características e às idiossincrasias de cada cliente.
Para concretizar esta dinâmica de preocupação com os outros, o ID investe na formação contínua dos seus profissionais, na implementação de metodologias inovadoras e na criação de programas de apoio adaptados a diferentes faixas etárias e necessidades específicas. Além disso, promove ações de sensibilização, workshops e eventos que visam informar e apoiar a comunidade no âmbito do bem-estar físico e psicológico.
Desta forma, o ID não só presta um serviço especializado, como, também, fomenta uma cultura de cuidado e atenção à individualidade de cada pessoa, reforçando a importância da promoção da saúde e do desenvolvimento, sensibilizando para a saúde preventiva.

Que especialidades disponibilizam aos pacientes e que mais-valias é que estas têm aportado para a vida dos mesmos?
O ID disponibiliza diversas especialidades nas áreas da saúde física e mental, desde as especialidades médicas a não-médicas, garantindo um acompanhamento integrado e personalizado. Está incluído a psicologia, psiquiatria, neurologia, terapia ocupacional, terapia da fala, pediatria, pedopsiquiatria, psicomotricidade, terapias como a hidroterapia, watsu e relaxamento, entre muitas outras, podem ser consultadas no nosso site.
Estas especialidades têm um impacto bastante significativo na vida dos pacientes, promovendo uma maior autonomia e qualidade de vida; melhor desenvolvimento emocional, social e cognitivo; redução de sintomas psicológicos e físicos; melhor comunicação e interação com os outros; e uma reabilitação mais eficaz.

Vivemos numa era em que as questões do foro mental começa a ganhar maior relevância e mesmo visibilidade. Mesmo assim, acredita que hoje esse foco é suficiente ou ainda temos um longo caminho a percorrer no que concerne à atenção que damos a estas questões?
Apesar dos avanços significativos na consciencialização sobre a saúde mental, ainda há um longo caminho a percorrer. Nos últimos anos, tem-se assistido a uma maior abertura para discutir questões do foro psicológico, impulsionada por campanhas de sensibilização, testemunhos públicos e até mudanças nas políticas de saúde. No entanto, persistem desafios consideráveis que demonstram que o foco atual ainda não é suficiente.
Por um lado, o estigma social continua a ser uma barreira para muitas pessoas que precisam de apoio, levando-as a evitar procurar ajuda, por receio de serem julgadas. Por outro lado, o acesso aos cuidados de saúde mental nem sempre é equitativo, seja por questões económicas, falta de profissionais especializados ou tempos de espera elevadíssimos.
Embora exista uma maior preocupação com o bem-estar psicológico, muitas vezes, as intervenções ocorrem apenas quando os problemas já estão num estado avançado. É essencial reforçar a prevenção, promovendo estratégias de autocuidado, educação emocional desde a infância e a integração da saúde mental como um pilar fundamental em todas as áreas da vida.
Portanto, embora tenha havido um progresso, comparativamente a anos anteriores, ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que a saúde mental seja uma prioridade, tal como a saúde física.

Sente que estas questões, da saúde mental, ainda não são devidamente valorizadas ao nível das lideranças empresariais? Falta sensibilidade neste sentido?
Sim, embora a saúde mental tenha ganho mais visibilidade, ainda não é suficientemente valorizada ao nível das lideranças empresariais. Muitas empresas reconhecem a importância do bem-estar dos colaboradores, mas, na prática, a implementação de políticas eficazes ainda é insuficiente.
Uma das principais razões para esta lacuna é a mentalidade tradicional de produtividade, onde o desempenho é, muitas vezes, medido apenas por resultados tangíveis, ignorando o impacto do stress, do esgotamento e das dificuldades emocionais na performance dos colaboradores. Em muitos casos, problemas como burnout, ansiedade e depressão são vistos como fraquezas individuais, e não como sinais de um ambiente de trabalho pouco saudável.
Além disso, há uma falta de sensibilidade e conhecimento por parte de algumas lideranças. Muitos gestores não foram preparados para lidar com questões de saúde mental no ambiente corporativo, o que leva a uma abordagem reativa, em vez de preventiva.
No entanto, é visto que as empresas que investem na saúde mental dos seus colaboradores têm níveis mais elevados de produtividade, retenção de talentos e satisfação no trabalho.

A Fátima Nunes é Diretora, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta do Instituto do Desenvolvimento e apresenta uma vasta formação, em vários campos da Psicologia. Como líder deste projeto, quais são as principais caraterísticas que possui e coloca em prática no dia a dia e que tem levado a que o desígnio do ID chegue mais longe?
Como diretora geral, psicóloga clínica e psicoterapeuta do Instituto do Desenvolvimento, encaro a minha missão com um profundo sentido de responsabilidade e compromisso. Ao longo do meu percurso, procurei sempre aliar conhecimento, inovação e sensibilidade para garantir que o ID fosse um espaço de referência na promoção do desenvolvimento e da saúde física e mental.
Acredito que a visão estratégica e a capacidade de inovação são essenciais para que possamos evoluir e adaptar-nos às necessidades de quem nos procura. Por isso, foco-me na implementação de metodologias atualizadas e numa abordagem personalizada, garantindo que cada pessoa recebe o acompanhamento mais adequado. Além disso, vejo a humanização do atendimento como um pilar fundamental. O respeito pela individualidade de cada paciente e a criação de um ambiente de confiança são valores que transmito diariamente à minha equipa.
Para mim, liderar não é apenas gerir, mas também inspirar. Gosto de motivar a equipa, incentivar o crescimento profissional e promover um ambiente de trabalho onde todos sintam que podem evoluir e dar o seu melhor. A exigência pela qualidade e excelência faz parte do meu dia a dia, pois acredito que apenas assim conseguimos prestar um serviço diferente e eficaz.
Além da vertente mais clínica, também participo ativamente em formações, palestras e entrevistas, que ajudam a desmitificar várias questões da saúde mental e promovem uma maior consciencialização na sociedade.
Tudo isto tem permitido que o ID cresça e chegue cada vez mais longe, consolidando-se como um espaço de referência na área. Ou seja, termos um “Desenvolvimento em Forma de Sorriso”.

Quais os principais desafios que as mulheres enfrentam ao assumir posições de liderança em empresas e como podem ser superados? Quais foram e são os seus?
As mulheres que assumem posições de liderança ainda enfrentam desafios significativos, muitos dos quais resultam de barreiras culturais, estruturais e sociais que persistem no mundo corporativo. A desigualdade de oportunidades, os preconceitos de género e a necessidade constante de provar competências são algumas das dificuldades mais evidentes.
Um dos principais desafios é conciliar a vida profissional e pessoal, já que, muitas vezes, as mulheres continuam a ser vistas como as principais responsáveis pelas dinâmicas familiares e esta pressão pode levar a uma sobrecarga e a uma necessidade de equilibrar várias responsabilidades ao mesmo tempo. Além disso, as capacidades de liderança das mulheres são questionadas e subestimadas em relação às capacidades de liderança dos homens, exigindo, assim, das mulheres um maior esforço para ganhar reconhecimento e credibilidade.
Outro obstáculo é a falta de representatividade em cargos de topo. Quando existem poucas mulheres em posições de poder, torna-se mais difícil quebrar padrões e criar modelos inspiradores para as novas gerações.
No meu percurso, também enfrentei e enfrento alguns desafios, e a construção do ID exigiu determinação, resistência e, acima de tudo, capacidade de transformar desafios em oportunidades.
Acredito que a melhor forma de superar estes desafios passa por investir na autoconfiança e na formação contínua, construir redes de apoio entre mulheres líderes, e, acima de tudo, desafiar os preconceitos, demonstrando na prática que a liderança feminina traz um impacto positivo e transformador. É essencial que as empresas também se comprometam a criar ambientes mais inclusivos, onde o talento e a competência sejam os principais critérios de valorização, independentemente do género.

De que forma é que a liderança feminina influência a cultura organizacional e o desempenho das equipas dentro das empresas?
A presença de mulheres em cargos de liderança contribui para uma gestão mais humanizada, onde a comunicação aberta, a valorização das pessoas e a diversidade de pensamento se tornam elementos centrais da cultura organizacional. As mulheres líderes tendem a ter uma abordagem mais inclusiva e sensível às necessidades dos colaboradores, criando um ambiente de confiança e segurança psicológica. Isto reflete-se, diretamente, na motivação e no bem-estar das equipas, aumentando o compromisso e a produtividade.
Também, as mulheres tendem a ter uma visão estratégica a longo prazo, equilibrando os resultados com a sustentabilidade e o desenvolvimento das pessoas, e essa abordagem contribui para um crescimento mais sólido das empresas, reduzindo a rotatividade de colaboradores e fortalecendo o ambiente organizacional.
No ID aposto na criação de um ambiente onde todos se sintam valorizados e tenham espaço para crescer, porque sei que equipas motivadas e alinhadas com um propósito comum são a chave para uma organização forte e impactante.

É percetível o aumento de Mulheres em cargos de liderança nos mais diversos setores. Como Mulher e exemplo deste facto, como vê o atual cenário relativamente à procura pela igualdade de género absoluta? Que desafios considera que ainda persistem neste caminho?
Do meu ponto de vista, a presença crescente de mulheres na liderança mostra que estamos a quebrar barreiras e a desmistificar a ideia de que determinadas funções ou responsabilidades são exclusivas dos homens. No entanto, para que essa evolução se traduza numa igualdade de género absoluta, é necessário garantir que as oportunidades sejam genuinamente equilibradas e que as mulheres tenham acesso aos mesmos recursos, reconhecimento e possibilidades de progressão na carreira.
O desequilíbrio na distribuição das responsabilidades familiares, que continua a recair, em grande parte, sobre as mulheres, dificulta o acesso a cargos de topo, tal como a diferença salarial entre homens e mulheres, que, também, é uma realidade que precisa de ser combatida.
Acredito que este cenário está a evoluir de forma positiva, impulsionado não só pela competência e determinação das mulheres, mas, também, pela crescente consciencialização da importância da diversidade na liderança. Para que esta transformação seja plena, é fundamental continuar a fomentar a inclusão, a criar redes de apoio e a desafiar os preconceitos que ainda existem.

A terminar, que mensagem lhe aprazaria deixar a propósito da importância que temos e devemos de dar relativamente à Saúde Mental em Portugal?
A Saúde Mental deve ser uma prioridade e não uma questão secundária na nossa sociedade. Durante muito tempo, foi negligenciada, desvalorizada e até estigmatizada, mas, felizmente, temos vindo a assistir a uma mudança da mentalidade das pessoas. No entanto, ainda há muito trabalho a fazer para garantir que todos tenham acesso a um acompanhamento adequado, sem receios nem preconceitos.
Em Portugal, precisamos de continuar a trabalhar para que o apoio psicológico seja acessível a todos, garantindo mais profissionais, mais recursos e, sobretudo, mais sensibilização acerca destes problemas.
A minha mensagem é falar sobre a saúde mental, sem tabus. Procurar ajuda quando necessário, sem culpa ou vergonha, e, acima de tudo, sermos agentes ativos na construção de uma sociedade mais consciente e empática.

O Dia Internacional da Mulher comemora-se no dia 8 de março. Que palavra gostaria de deixar a todas as Mulheres Líderes e todas as Mulheres que lutam para alcançar aquilo que desejam?
No Dia Internacional da Mulher, gostaria de deixar uma mensagem de força, coragem e determinação a todas as Mulheres líderes e a todas as Mulheres que lutam, diariamente, para alcançar os seus objetivos. Cada uma de nós, ao longo da nossa jornada, enfrenta desafios únicos, mas é através da nossa resiliência e capacidade de transformação que conseguimos conquistar aquilo que desejamos.
A todas as mulheres que ocupam posições de liderança, que continuam a abrir portas e a inspirar outras, o vosso impacto é imensurável e, a cada passo e conquista, estão a construir um caminho mais igualitário e inclusivo.
Às mulheres que ainda estão a lutar pelos seus sonhos, que enfrentam obstáculos ou desafios, quero lembrar que cada pequeno passo é uma vitória. Nunca desistam e acreditem em vocês mesmas. Saibam que a jornada, mesmo que seja árdua, é um reflexo da força interior que carregam.
Neste dia, celebremos todas as mulheres e que nunca nos falte coragem para seguir em frente, nem a certeza de que somos capazes de conquistar tudo o que desejamos.

Mais Artigos Relacionados "Atualidade"