“Acreditamos que com esta estratégia continuaremos a Liderar a transformação logística em Angola”
Nesta edição, a Business Voice esteve à conversa com Eduardo Morais, Sócio-Gerente da ProLog Soluções para Logística, uma marca que tem vindo a afirmar-se como um verdadeiro player de excelência no setor. Ao longo da entrevista, o nosso interlocutor destaca o impacto estratégico da ProLog nas relações entre os países da CPLP, sublinhando o papel da empresa na promoção de valores como a transparência, o rigor e a excelência. Com uma atuação sólida e uma visão clara, a ProLog tem contribuído para o fortalecimento de parcerias e para a dinamização de soluções logísticas de elevado valor acrescentado no espaço lusófono.
A ProLog é hoje um player de excelência, e tem-se vindo a destacar no setor de Logística e Supply Chain desde a sua edificação. Para contextualizar, poderia contar-nos um pouco sobre a história da empresa e como é que a mesma evoluiu ao longo dos anos para se tornar uma referência na área?
A ProLog Soluções para Logística, nasceu da visão e da necessidade de criar soluções mais robustas e eficientes para o ecossistema logístico angolano. O mercado enfrentava e enfrenta desafios significativos, como a falta de soluções integradas, infraestruturas desatualizadas e a dificuldade de adaptação a um ambiente em rápida transformação. A implementação do conceito de logística integrada exigiu esforço, determinação e resiliência.
Com mais de 25 anos de experiência, a ProLog evoluiu de um prestador de serviços logísticos tradicionais para um operador de referência em 3PL, gerindo toda a cadeia de abastecimento dos seus clientes. Hoje, destacamo-nos na gestão da cadeia de abastecimentos para setores estratégicos, como o retalho especializado e as lojas de conveniência dos postos de abastecimento.
Além disso, criámos a Academia ProLog, o único centro de formação profissional especializado em Logística e Supply Chain em Angola. O nosso objetivo é capacitar talentos locais e elevar os padrões operacionais do setor, garantindo que Angola desenvolve profissionais preparados para a implementação de projetos transformadores.
É legítimo afirmar que um dos pontos fortes da marca passa pela capacidade que possui de oferecer soluções de baixo custo e elevada rentabilidade? De que forma conseguem equilibrar estes dois pilares, promovendo e fomentando assim a satisfação dos vossos clientes e a eficiência da vossa orgânica?
Para otimizarmos custos sem comprometermos a qualidade dos serviços que prestamos, adotamos diversas estratégias que vão sendo ajustadas em função do setor e do modelo de negócios dos nossos clientes. Frequentemente utilizamos o nosso centro de dados e inteligência artificial para identificarmos áreas de ineficiência, estas, partem da definição e monitoramento de indicadores chave de desempenho que permitem a tomada de decisões informadas sobre onde cortar custos ou otimizar processos, assim, garantimos que a qualidade do serviço não é prejudicada.
Outro foco estratégico que temos em vigor está relacionado com o foco no atendimento aos nossos clientes. Investimos num centro de atendimento ao cliente que funciona em horário alargado para identificar e resolver problemas de forma eficiente e rápida, reduzindo custos com reclamações e retrabalho, ao mesmo tempo, melhoramos a fidelização, retenção e a satisfação dos clientes.
Considerando os desafios económicos comuns enfrentados por vários países da CPLP, como é que as empresas podem atuar como agentes de dinamização e inovação, promovendo soluções partilhadas e sustentáveis entre os diferentes mercados lusófonos?
As diferentes economias da CPLP têm, por inerência, diferentes níveis de desenvolvimento associados às suas características regionais próprias. No caso das economias do continente africado, vemos que Angola, pela sua dimensão e impacto tem oportunidades de inovação que aceleram o desenvolvimento do conteúdo local e a implementação de ferramentas que não só ajudam o desenvolvimento local como podem servir de exemplo a outros países, como São Tomé e Príncipe, Moçambique ou Cabo Verde. Acresce, que economias como Portugal ou Brasil têm estados tecnológicos mais avançados. A este respeito a adoção e replicação, por exemplo, ao nível da transformação digital podem servir de instrumentos de inovação local permitindo a maturação de investimento industrial e distribuição.
De que modo as parcerias público-privadas dentro da CPLP podem acelerar o desenvolvimento de setores estratégicos como logística, transportes e infraestruturas, e qual o papel das empresas especializadas como a ProLog neste ecossistema de cooperação?
Angola vive atualmente um forte incremento de PPP’s ao nível da instalação de hub’s logísticos para apoiar a diversificação económica associada à produção, industrialização e distribuição de produtos agrícolas. A ProLog participa ativamente em parcerias que visam operar os mercados abastecedores regionais localizados estrategicamente no território. Tendo em conta a dispersão produtiva no território nacional, as dificuldades de conhecimento e distribuição, a experiência que estamos a alcançar na operacionalização destas infraestruturas pode ser replicada em outros países com o mesmo sucesso que terão no ecossistema de cooperação e partilha de conhecimento.
Como é que a atuação da ProLog, enquanto empresa de referência no setor da logística e supply chain, pode ser vista como um exemplo concreto de integração económica e de mobilidade eficiente no espaço CPLP, e que impacto tem tido na criação de valor entre países lusófonos?
A atuação da ProLog no mercado angolano tem sido determinante para criar valor nos seus clientes, contribuir para a diversificação real da economia, alavancar a produção nacional e, a criação de bens transacionáveis. Se num primeiro momento o objetivo principal passa pelo abastecimento do consumo local – evidenciando maior autonomia face aos produtos importados – é certo, que o excedente de produtos pode e deve ser exportado. Se considerarmos que outros mercados CPLP, como primeiro momento, os localizados no continente, padecem de iguais limitações e, paralelamente, gozam de benefícios de circulação regional, podemos contribuir com nosso exemplo para a integração económica e mobilidade eficiente no seio da CPLP.
Em que medida a presença ativa da ProLog no espaço de cooperação CPLP reforça a ideia de que as empresas não são apenas agentes económicos, mas também plataformas de diplomacia económica e cultural entre países da CPLP?
A existência de políticas publicas na criação de bons ambientes de negócio são cruciais para o fomento do investimento direto estrangeiro. A somar, no âmbito da CPLP características culturais podem permitir uma maior circulação de capital de investimento em detrimento da procura por outros países ou geografias. A este nível, em Angola, não só o executivo fomenta esta captação de IDE como as empresas que investem, inovam e adotam modelos de negócio têm sucesso local e, contribuem para a ampliação destes incentivos. O sucesso das iniciativas onde a ProLog está envolvida podem servir para ser replicados em outros países da comunidade, mas, podem, principalmente, servir como incentivo à captação de investimento vindo de outros países da CPLP como Portugal ou Brasil. O facto de já estarmos a realizar projetos com sucesso, a ultrapassar as limitações de infraestruturas e a integrar cadeias logísticas pode servir como dínamo para outros investirem no país, dado que o risco estará mais mitigado e, a experiência pode ser partilhada com novas empresas, acelerando a captação de investimento, a criação de emprego e a melhoria de vida das populações.
Como é que a promoção de uma logística integrada e sustentável – como defendido por empresas como a ProLog – pode servir de base para uma maior coesão territorial, redução de desigualdades e desenvolvimento económico transversal nos países da CPLP?
Diferenciamo-nos por sermos um operador logístico confiável e inovador, estamos a apostar na implementação e operacionalização dos conceitos 4PL e 5PL para o mercado angolano. Isso significa que não gerimos apenas armazéns e distribuição, mas também coordenamos e otimizamos toda a cadeia logística dos nossos clientes, utilizando métodos e tecnologia avançada para garantir eficiência. A título de curiosidade, talvez sejamos a única empresa em Angola, que entrega com uma periocidade semanal e quinzenal em mais de 100 pontos em todo o país, com um nível de serviço superior. O nosso indicador de performance OTIF (On Time, In Full) é de 100%, um reflexo da nossa capacidade de planeamento e execução.
Esta posição só é possível pela continuidade do desenvolvimento de produtores nacionais e integração de cadeias de logística partilhada. Por esta via, não só alavancamos o desenvolvimento de conteúdo local, de forma regional e nacional que fomente a coesão territorial como, promovemos a modelos de desenvolvimento económico de regionais importantes para a criação de redes de desenvolvimento sustentável.
No setor de logística, o capital humano é um fator determinante para o sucesso. Quais são, assim, as estratégias adotadas pela ProLog para a valorização e retenção dos seus talentos, assegurando que se sintam motivados e reconhecidos?
A ProLog enquanto empresa especializada em logística promove o desenvolvimento e a retenção de talentos no sector através de várias estratégias e práticas que incluem programas de treinamento e desenvolvimento, oferta de cursos e workshops para aprimorar as habilidades técnicas dos trabalhadores e programas de desenvolvimento de liderança para preparar colaboradores para cargos de gestão e supervisão.
Promovemos um ambiente de trabalho positivo e inclusivo, com planos de carreira claros que mostram a todos os níveis o sistema de progressão na carreira dentro da empresa o que em certa medida aumenta a sua motivação.
A nossa cultura organizacional é suficientemente forte e valoriza a colaboração, a inovação e o respeito. Ainda neste âmbito contamos implementar até o final do primeiro semestre deste ano um sistema de reconhecimento e recompensas para os colaboradores que se destacam de modo a aumentar a satisfação e os níveis de retenção.
A ProLog é considerada uma líder na distribuição da conveniência em Angola. Quais foram os principais desafios enfrentados para alcançar essa posição e como é que a empresa os superou?
Os desafios incluem infraestruturas limitadas, resistência à mudança e falta de mão de obra especializada. Para superá-los, investimos na capacitação de equipas através da Academia ProLog, estabelecemos parcerias estratégicas e desenvolvemos soluções adaptadas à realidade do país. O nosso compromisso é elevar os padrões do setor e criar um ecossistema logístico confiável e sustentável.
A terminar, o que podemos esperar da ProLog para o futuro e que novos projetos têm em vista?
Olhamos para o futuro próximo com foco principal de expandirmos os serviços 4PL e 5PL, aumentar a digitalização e consolidar a nossa posição como líderes no setor logístico angolano. Para ajudar a este objetivo, estamos a avaliar novas parcerias e investimentos para melhorar a infraestrutura logística nacional, nomeadamente, pelo desenvolvimento de redes de logística partilhada, que permitam a mitigação de risco e aumento do valor criado aos nossos clientes.
Acreditamos que com esta estratégia continuaremos a liderar a transformação logística em Angola, garantindo um ecossistema eficiente, confiável e sustentável.