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Tree Flowers Solutions: Inovação Sustentável com Raízes no Futuro

Fundada em 2020 por João Gonçalves, a Tree Flowers Solutions (TFS) tem vindo a trilhar um caminho de crescimento sólido, sustentado numa visão clara: aliar a inovação à sustentabilidade. Desde a sua génese, a marca portuguesa tem-se afirmado como um verdadeiro exemplo de como é possível fazer diferente — e melhor — a partir da natureza.
A sustentabilidade não é apenas uma tendência para a TFS; é um pilar estrutural e assumido de toda a sua atividade. A empresa tem como um dos seus principais desideratos a promoção da investigação e desenvolvimento de extratos naturais, com potencial de aplicação transversal em diversas indústrias.
O mais recente e marcante resultado dessa aposta em I&D é o Chestwine, um conservante natural à base de flor de castanheiro, criado para substituir os tradicionais sulfitos na conservação do vinho. Este produto, que já se encontra no mercado, não só responde a uma crescente procura por soluções mais naturais e saudáveis, como reforça o posicionamento da TFS enquanto marca disruptiva, inovadora e comprometida com o futuro do planeta.
Nesta entrevista exclusiva à Business Voice, João Gonçalves revela os desafios, conquistas e ambições da Tree Flowers Solutions — uma empresa onde a ciência, a natureza e a visão empresarial caminham lado a lado.

A Tree Flowers Solutions (TFS) foi oficialmente fundada em 2020. O que motivou a edificação da empresa e de que forma é que a marca tem vindo a perpetuar a sua marca no mercado?
A Tree Flowers Solutions (TFS) foi oficialmente fundada em 2020, impulsionada por uma convicção clara: a necessidade urgente de oferecer soluções sustentáveis e inovadoras, ancoradas na riqueza dos extratos naturais. A motivação para edificar a empresa surgiu da identificação de uma lacuna no mercado e da visão de transformar o potencial inexplorado de recursos naturais em produtos de alto valor, capazes de responder a desafios complexos em diversas indústrias.

A sustentabilidade é assumidamente um pilar central da TFS. Como é que este princípio orienta os vossos projetos, desde a investigação até à comercialização?
Quando falamos em extratos naturais com o objetivo de substituir sintéticos, só aqui já começa a sustentabilidade e depois disto começa todo um universo de oportunidades. Começamos em 2019 com o que em 2021 se chama (chestwine), e no decorrer dos seguintes anos o leque de ideias e protótipos também alargou sempre com esse foco em diferentes campos. Estamos muito ligados ao centro de investigação e montanha do IPB e também a More Colab de Bragança que também são motores nestas investigações, a TFS nasce com a vontade de dar vida a muita investigação que é criada no ensino superior e muitas vezes não vê a luz do dia.

Sente que hoje a Sustentabilidade é vista de outra forma, ou seja, que há uma maior sensibilidade para tudo o que esteja relacionado com este ponto? Que lacunas ainda identifica no domínio da importância da Sustentabilidade em Portugal?
Antigamente, a sustentabilidade era muitas vezes vista como um custo adicional ou uma responsabilidade social de nicho. Hoje, percebe-se que é um investimento estratégico com retornos a longo prazo, não só financeiros, mas também reputacionais e de resiliência. As empresas estão a incorporar práticas sustentáveis nas suas operações, os consumidores estão mais exigentes e informados, e as políticas públicas estão a evoluir para promover uma economia mais verde e circular. A procura por soluções como as que a Tree Flowers Solutions oferece é um claro indicador dessa mudança.

Um dos desideratos da marca passa por promover a investigação e o desenvolvimento de extratos naturais, e que, posteriormente, podem ser aplicados num vasto leque de indústrias. Quão importante é essa aposta na orgânica da TFS e que resultados têm tido? 
Nos últimos quatro anos, a TFS tem procurado ativamente encontrar novas soluções para diferentes indústrias. Essa procura incansável já começou a dar frutos, e estamos muito orgulhosos do que temos alcançado:
O nosso mais recente e marcante resultado dessa aposta é o Chestwine, um produto que já se encontra no mercado e que representa um excelente exemplo da nossa capacidade de inovar. O Chestwine é um extrato natural que tem aplicações notáveis, demonstrando o potencial dos recursos naturais portugueses no desenvolvimento de soluções inovadoras.
Além do sucesso do Chestwine, a nossa pipeline de I&D está repleta de projetos promissores, e muito em breve iremos apresentar novas soluções que resultarão da nossa dedicação contínua.
Destacamos também a nossa integração em dois consórcios de investigação de grande relevância:
•    SUBSUS: Estamos integrados neste consórcio com diversas entidades, o que nos permite partilhar conhecimento, recursos e acelerar o desenvolvimento de novas soluções sustentáveis. A colaboração com parceiros estratégicos é fundamental para expandirmos o nosso impacto e alcançarmos objetivos mais ambiciosos.
•    NATFOODCOATING: Este consórcio reflete o nosso compromisso com a inovação na indústria alimentar, explorando extratos naturais para revestimentos de alimentos, o que contribui para a redução do desperdício e para a segurança alimentar, sem comprometer a saúde e o ambiente.
Estes consórcios são um testemunho da nossa credibilidade e da importância do nosso trabalho no panorama da I&D em Portugal. Acreditamos que a colaboração e a partilha de conhecimento são cruciais para impulsionar a inovação e o impacto positivo.
A I&D na TFS não é um custo, mas sim um investimento estratégico que nos permite continuar a ser líderes na área dos extratos naturais, oferecendo soluções que respondem aos desafios atuais das indústrias e contribuem para um futuro mais sustentável.

É vital falar sobre o projeto Chestwine, um conservante natural à base de flor de castanheiro que vem substituir os sulfitos na conservação do vinho. Para contextualizar o nosso leitor, como surgiu esta ideia?
O Chestwine não é apenas um produto; é o resultado de uma jornada de investigação, inovação e a materialização de uma visão na Tree Flowers Solutions (TFS). A ideia para este conservante natural, capaz de substituir os sulfitos na conservação do vinho, nasceu de um desafio e de uma oportunidade.
Em 2019, fui contactado pelo Instituto Politécnico de Bragança para analisar uma patente registada em 2017. Essa patente explorava o potencial da flor de castanheiro na conservação de vinhos, com a promissora possibilidade de substituir os sulfitos. Embora já existissem ensaios, a tecnologia estava longe de ser perfeita.
Passei grande parte de 2019 a conduzir vários testes em adegas, com o objetivo de validar a patente e compreender o seu verdadeiro potencial. Após meses de trabalho intenso e um aprofundado estudo de mercado, percebemos que este "diamante bruto" exigia algo maior para ganhar vida. Era preciso mais investigação e desenvolvimento para transformar uma patente em um produto funcional e comercializável.
Foi nesse momento decisivo que a TFS nasceu. Criámos a empresa com a missão de desenvolver e aperfeiçoar o que viria a ser o Chestwine, transformando uma ideia promissora numa solução real e inovadora para a indústria vitivinícola. O Chestwine é a prova viva de como a pesquisa, a persistência e a visão podem convergir para criar produtos que revolucionam mercados e promovem a sustentabilidade.

Que valias é que o Chestwine apresenta, em concreto para o setor dos vinhos e como fonte de rendimento para os produtores de castanhas?
O Chestwine oferece duplas valias cruciais, beneficiando o setor vitivinícola e os produtores de castanhas em Portugal.
Para o vinho, a sua principal mais-valia é a substituição natural dos sulfitos, permitindo vinhos mais puros, rotulados como "sem sulfitos adicionados", o que melhora a qualidade e expressão aromática e garante conservação eficaz. Isto diferencia os vinhos no mercado, atraindo consumidores que procuram opções mais saudáveis e sustentáveis.
Para os produtores de castanhas, o Chestwine transforma a flor de castanheiro, um subproduto, numa nova e valiosa fonte de rendimento. Esta iniciativa contribui para a diversificação económica das explorações e para a sustentabilidade da cultura da castanha, fortalecendo a economia circular e valorizando os recursos endógenos.
O Chestwine é um exemplo claro de como a inovação na TFS cria soluções que beneficiam múltiplos setores e promovem um futuro mais sustentável em Portugal.

O Chestwine interfere com o perfil sensorial dos vinhos (sabor, aroma, cor)? Como tem sido a recetividade da indústria vitivinícola a este tipo de solução mais natural?
A grande vantagem do Chestwine é que ele não interfere negativamente com o perfil sensorial dos vinhos – ou seja, o seu sabor, aroma e cor. Pelo contrário, tem sido consistentemente observado, e é um dos nossos pontos-chave, que o Chestwine melhora e potencia esses atributos.
Os produtores de vinho em diversos países que testaram o nosso produto têm reportado resultados muito positivos:
•    Aromas Melhorados: Sem a interferência dos sulfitos, que por vezes podem mascarar ou "prender" os compostos aromáticos, o Chestwine permite que os vinhos revelem uma paleta olfativa mais rica, complexa e autêntica. Os aromas frutados, florais e minerais são mais nítidos e expressivos, realçando as características intrínsecas da casta e da região.
•    Estabilidade Fantástica na Cor: O Chestwine contribui para uma estabilidade de cor notável. Atua como um antioxidante eficaz, protegendo os pigmentos naturais do vinho da oxidação, o que resulta numa cor mais vibrante e duradoura ao longo do tempo.
•    Potenciação do Sabor e do Terroir: Ao permitir uma expressão mais pura do vinho, o Chestwine realça os sabores característicos do terroir – a combinação única de solo, clima e outros fatores geográficos que dão identidade a um vinho. O paladar é mais limpo, equilibrado e com uma maior sensação de frescura, permitindo que as notas específicas de cada vinho se destaquem verdadeiramente.

Neste momento como podemos analisar a valia do Chestwine em termos de mercado nacional e internacional? Já iniciaram o passo da internacionalização do Chestwine? Como está a decorrer o mesmo e que balanço é possível perpetuar? 
O valor do Chestwine transcende fronteiras, provando ser uma solução inovadora e altamente procurada tanto em Portugal como nos mercados internacionais. A sua capacidade de responder à crescente procura por vinhos mais naturais e autênticos posiciona-o como um produto de vanguarda.
A internacionalização do Chestwine já é uma realidade sólida para a Tree Flowers Solutions. Temos vindo a expandir a nossa presença de forma estratégica e vigorosa, focando-nos nos principais mercados vitivinícolas que valorizam a inovação e a sustentabilidade.
Estamos orgulhosos de já ter uma base de clientes em diversos países. A Itália e a França, gigantes da produção vinícola, são mercados onde o Chestwine tem tido uma excelente aceitação, tal como em Portugal e Espanha, nossos vizinhos ibéricos. A nossa solução também já conquistou espaço nos Estados Unidos, um mercado consumidor em franca expansão e muito recetivo a novas tendências. No hemisfério sul, a Argentina já faz parte da nossa rota de internacionalização, e temos também clientes na Suíça, um país conhecido pela sua exigência e qualidade.
O balanço desta expansão é extremamente positivo. A cada ano que passa, conseguimos abrir portas em novos países, o que sublinha a universalidade e a eficácia do Chestwine. A indústria global do vinho está a abraçar a nossa solução, impulsionada pelos benefícios inegáveis na qualidade do produto final e pela crescente pressão dos consumidores e reguladores por opções mais "limpas".
A nossa visão não para por aqui. A internacionalização é um processo contínuo e ambicioso. Estamos já a planear a próxima fase da nossa expansão, com o objetivo de iniciar os primeiros testes do Chestwine no Hemisfério Sul já em 2026. Esta é uma aposta crucial que nos permitirá validar o produto em diferentes climas e variedades de uva, consolidando a nossa liderança global nos conservantes naturais para vinho.

De que forma é que a Inovação e Tecnologia são dois pilares essenciais na promoção da missão da TFS com impacto sustentável? 
Na Tree Flowers Solutions (TFS), a inovação e a tecnologia são mais do que ferramentas; são os pilares essenciais que impulsionam a nossa missão de gerar um impacto sustentável.
A nossa inovação reflete-se na procura constante por novas aplicações para recursos naturais. Investimos em I&D para transformar extratos botânicos, como a flor de castanheiro no Chestwine, criando alternativas naturais a soluções sintéticas. Esta abordagem permite-nos estar na vanguarda, respondendo às necessidades atuais e antecipando futuras exigências de sustentabilidade.
Por sua vez, a tecnologia permite-nos concretizar essa inovação de forma eficiente e escalável. Otimizamos processos de extração e desenvolvemos métodos de aplicação que se integram nas indústrias dos nossos clientes. É através da tecnologia que garantimos a consistência e qualidade dos nossos produtos e quantificamos o impacto positivo das nossas soluções.
Em suma, a inovação permite-nos descobrir novos caminhos sustentáveis, e a tecnologia dá-nos os meios para os percorrer. Juntas, capacitam a TFS a cumprir a sua missão, beneficiando indústrias, consumidores e o ambiente.

Quais são os grandes desafios da marca para 2025 e para o vindouro? É possível vermos novas iniciativas similares, por exemplo, ao projeto Chestwine? 
Sim, é definitivamente possível vermos novas iniciativas similares ao projeto Chestwine. Aliás, essa é uma das nossas grandes apostas e o foco de muito do trabalho que temos vindo a desenvolver nos últimos quatro anos. O sucesso do Chestwine reforçou a nossa convicção de que há um vasto potencial inexplorado nos extratos naturais para resolver problemas complexos em diversas indústrias.
Temos uma forte pipeline de projetos em I&D, com várias soluções em diferentes fases de desenvolvimento, que prometem ser tão impactantes quanto o Chestwine. Sem entrar em grandes detalhes, posso adiantar que estamos a trabalhar ativamente e que até ao final deste ano iremos apresentar novas soluções.



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