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Logifisco: A Marca que Eleva a Contabilidade a Outro Nível


Com mais de duas décadas dedicadas à Contabilidade, Elísio Correia, Sócio-Gerente da Logifisco – Contabilidade, Lda., construiu um percurso marcado pela resiliência, adaptação e visão estratégica. Ao longo destes anos, soube acompanhar as transformações do setor, abraçando a digitalização, incorporando novas realidades tecnológicas e mantendo-se sempre atualizado perante as constantes mudanças fiscais que, ano após ano, desafiam empresas e profissionais. Nesta grande entrevista de capa, mergulhamos numa conversa franca e inspiradora, onde se abordam temas cruciais como a literacia financeira em Portugal, o papel estruturante da contabilidade no desenvolvimento do país e a forma como a Logifisco se consolidou como uma marca de prestígio e confiança. O resultado é um retrato profundo, esclarecedor e extremamente positivo de um player que continua a elevar a fasquia no universo da Contabilidade.


A Logifisco tem vindo a afirmar-se como uma referência no universo da contabilidade em Portugal. Que fatores acredita terem sido determinantes para esse crescimento e consolidação da marca?
A Logifisco – Contabilidade, Lda. já tem mais de 20 anos nesta área, ao longo dos anos soube-se adaptar aos novos tempos, novas realidades tecnológicas, sempre atenta às constantes alterações anuais fiscais, a adaptação ao Sistema Normalização Contabilística (SNC) em 2009 revogando o antigo (POC) Plano Oficial de Contas, estar com excelentes recursos humanos super focados em responder cada vez mais e melhor eficientemente aos nossos clientes, estes são os pontos essenciais do nosso segredo a ter sucesso do crescimento e consolidação da marca ao longo do tempo.

Hoje, a Logifisco é sinónimo de rigor, inovação e proximidade com os clientes. Que significado tem para si ver este prestígio reconhecido no mercado?
Rigor, eficiência, competência, inovação e proximidade com os clientes, que os consideramos como nossos Parceiros de Negócios e não como clientes, tem sido a nossa marca, a nossa postura. Estamos sempre a ser desafiados a novas situações devido à bastante variedade de atividade de clientes que temos e estamos sempre a corresponder. Tomámos todas as medidas que são analisadas internamente, sobre quais são os procedimentos que temos e que deveremos ter para corresponder cada vez mais e melhor eficazmente aos nossos clientes. Tentamos inovar sempre em várias vertentes de modo a que possamos ser cada vez mais competentes, pois temos uma relação de muita proximidade com os nossos clientes e não ficamos só pela entrega mensal dos documentos. No nosso envio das obrigações fiscais mensais reunimos ao longo do ano para ir analisando o estado da empresa e do nosso parceiro de negócios e projetar e trabalhar para chegar ao final do ano ao objetivo que delinearam, no qual a nível pessoal, como existe uma forte ligação, já vamos falando de situações particulares, as mesmas que falamos aos nossos amigos, o que desta forma vai criando uma ligação e uma empatia muito forte entre “Contabilista” e “Empresário”.

Enquanto Sócio-Gerente, que papel desempenhou e desempenha a sua liderança na definição da visão estratégica da Logifisco e na sua evolução ao longo dos anos?
Como sócio gerente, como pessoa dinâmica empreendedora, “irrequieta” que sempre fui, quando tive o privilégio de assumir esta empresa, em 2019, já há muitos anos exercia contabilidade e tinha os meus próprios clientes, sendo que, nessa altura, se deu a junção desse total de clientes só numa empresa. Nesse mesmo período, ao analisar o mercado e o modo de corresponder melhor aos nossos clientes, dado estarmos no Sotavento Algarvio, abrimos na mesma altura um escritório em Portimão (Barlavento Algarvio) de modo a conseguirmos mais e melhor e estarmos mais perto dos nossos clientes. Temos clientes espalhados por todo o Algarve e também no Alentejo e era mesmo necessário estes dois escritórios (o inicial em Olhão e agora outro em Portimão) para além do escritório que já existia no Porto que cobre os clientes do Distrito do Porto e de Braga. Esta foi a visão estratégica e com a minha liderança que delineei para a evolução que esta empresa tem tido ao longo dos anos, no qual tem sido muito positiva.

Olha para o seu percurso enquanto empresário como um reflexo daquilo que acredita serem as boas práticas na gestão de uma empresa de contabilidade? Quais foram os maiores desafios que enfrentou?
As boas práticas de gestão numa empresa, independente de serem de contabilidade ou de outra área, acredito que primeiro temos de analisar bem todos os nossos recursos humanos e tecnológicos que temos e definir uma estratégia de modo a podermos corresponder às expetativas dos nossos clientes, conhecer bem as necessidades dos parceiros de negócios e por vezes devido a esse conhecimento anteciparmo-nos ao empresário e já ter uma resposta pronta, sabendo que em devida altura iria nos consultar, isso deve-se a uma forte ligação de liderança e competência em que o Líder e os recursos humanos desta empresa são como uma equipa, SOMOS UM SÓ, cada um a desempenhar a sua tarefa, completando-se um ao outro, é nesta filosofia que acredito é desta forma que trabalho (lidero), é assim que entendo e estando a ser reconhecido positivamente o nosso trabalho ao longo destes anos.
Até agora existiram dois grandes desafios que no qual já foram superados, um em 2020 com a pandemia, a obrigar a todas as pessoas ficarem em casa, ao contrário dos contabilistas e outros profissionais, enquanto que os profissionais de saúde tratavam da saúde dos portuguese e salvavam vidas, nós Contabilistas tratávamos (ou fomos obrigados a tratar) da saúde financeira do País, porque em relação aos prazos fiscais o adiamento era ridículo, não pararam, continuamos a trabalhar quase como tempo normal, condicionados, com trabalho extra por causa dos Lay off, foi uma altura muito desgastante para nós, para os colaboradores das empresas irem para casa e receberem o apoio do Estado, quem garantia esse apoio com trabalho extra e que todos os dias as regras eram diferentes eram os Contabilistas mais ninguém nós tínhamos de entregar na SS as informações deles para poderem receber, entre outras variadas situações do qual passamos e considero que não nos foi dado o devido valor no papel que tivemos na altura.
O segundo desafio foi em abril 2023 quando fomos vítima de pirataria informática, no qual com o ano fiscal 2022 fechado e em vésperas de entrega das obrigações fiscais, ficamos sem nada, mas como postura de resiliência, de combatividade arregaçamos as mangas e com a contratação de novo elemento já foi tudo entregue e recuperado, pela primeira vez nesta empresa uma parte dos clientes ainda conseguimos entregar dentro do prazo outra parte foi impossível de entregar dentro do prazo, agradecemos a solidariedade que tivemos, mas infelizmente devido a esse facto que não foi responsabilidade nossa e até grandes instituições muito maiores do que nós já foram alvo do mesmo, tentaram prejudicar danosamente a nossa empresa, tentando aproveitar desta situação, mas infelizmente depararam-se com um Líder e com uma boa equipa intransigente, muito profissional combativo e que não deixa ninguém derrubar, como tal não tiveram sucesso.

A contabilidade está a atravessar um processo acelerado de digitalização. De que forma esta transição tem impactado o trabalho da Logifisco e a relação com os seus clientes?
Nestes tempos mais próximos, a digitalização e a Inteligência Artificial têm sido os novos desafios em que a Contabilidade e Empresários, que têm de se adaptar para não ficar para trás. Temos estado a analisar e adaptarmo-nos e a ajudar os nossos Parceiros de Negócios de forma a que consigam tirar imensas vantagens destas novas ferramentas e que não fiquem com receio de as usar. Já se sabe que quando há uma situação nova, existe sempre o receio de, por vezes, não querer adaptar, Mas tem havido muita reciprocidade entre nós, naturalmente, e os empresários em saber como podemos obter mais proveito destas novas tecnologias e daí ganharmos mais a nível de eficácia e financeiro.

Considera que a digitalização no setor da contabilidade trouxe mais eficiência e valor acrescentado, ou também desafios importantes que ainda precisam de ser superados?
A digitalização trouxe sem dúvida mais eficiência e valor acrescentado a esta atividade, facilitando assim muitas tarefas. A automatização de tarefas rotineiras, tais como processamentos contabilísticos, reconciliações bancárias e emissão de faturas, desta forma vai reduzir os erros humanos e aumentar a sua produtividade, temos assim quase acesso real à informação que necessitamos para desempenhar o nosso trabalho, desta forma como valor acrescentado ao cliente conseguimos ser mais do que “processadores de documentos” e sim em tempo real de consultor financeiro dos nossos clientes que cada vez mais constatamos precisam de informação financeira o mais atual possível para as suas necessidades diversas de modo a poderem tomar uma decisão empresarial o mais rápido possível, as variadas instituições que estão sempre a solicitar documentação atualizada.

Como se prepara a Logifisco para acompanhar as constantes inovações tecnológicas e responder às novas exigências do mercado?
A Logifisco Contabilidade, Lda. tem estado ao longo do tempo a adaptar-se às novas tecnologias a novas ferramentas tecnológicas sempre atentos, que vão aparecendo de modo a corresponder mais eficazmente as necessidades do dia a dia e do futuro que se avizinha que se vão deparando ao longo do tempo, estamos agora num novo desafio que é a Inteligência Artificial, o modo de como vamos tirar vantagem deste novo paradigma tecnológico que veio para ficar, daí estarmo-nos a atualizar a IA.

Em termos de literacia financeira, sente que os portugueses ainda estão aquém do desejável? Que papel podem os profissionais de contabilidade desempenhar para inverter esse cenário? É imperioso alterar essa dinâmica no país?
Entendo que comparando com a 20, 30 anos atrás os portugueses estão muito mais informados da literacia financeira, mas na realidade de hoje acho que ainda estão um pouco aquém.
Dando como exemplo entre outros agora o IRS Automático, ou o IRS ser mais intuitivo de fazer muitos contribuintes deixaram de recorrer ao Contabilista, de facto nesse aspeto conseguem fazer e julgam que já sabem o suficiente para prescindir de um Contabilista, mas a experiência que tenho ao longo dos anos é que sim o IRS fica feito, não quer dizer é que foi feito de forma mais favorável ao contribuinte, e as finanças agradecem por isso, dada a sua falta de conhecimentos fiscais como é natural, resultando imensas breves recorrer aos nosso serviços para “resolver” e corrigir quando recebem notificações da AT o que poderia ter sido feito na altura, mas já estamos habituados a essas situações.
Os contabilistas têm um papel importante para inverter esse cenário, sem estar a substituir o Estado esse sim é a principal Entidade para promover esse cenário.
Mas sem fugir às nossas responsabilidades sociais, os Contabilistas, no seu dia a dia, junto dos seus clientes, vão promovendo e dando conhecimento de todos os meios fiscais existentes, para além da nossa OCC – Ordem dos Contabilistas Certificados, que ao longo dos anos tem feito essa promoção através de conferências, seminários sobre literacia financeira, por exemplo de apoio a projetos de livros para crianças de educação fiscal “A Joaninha e os impostos”.

Na sua opinião, a contabilidade em Portugal já é valorizada como merece, tendo em conta o papel fundamental que desempenha no tecido empresarial nacional? O que falta? Sente que as entidades públicas e os próprios empresários estão mais atentos à importância de ter uma contabilidade bem estruturada e orientada para a gestão?
A Contabilidade já é valorizada como merece ao contrário do que era antigamente, mas podia ser mais valorizada se as Entidades Públicas dessem mais valor ao tomar decisões de Orçamento de Estado ou se, por exemplo, tivesse Contabilistas Certificados em departamentos cruciais do Estado para ter garantia da certificação das contas do mesmo modo que têm as empresas, pois nós, como Contabilistas Certificados, garantimos essas contas e, nalguns casos, os Auditores, por acréscimo de garantia. É pena que não exista isso no Estado. Ao contrário do que era visto antigamente, onde éramos apenas vistos como um encargo a mais que a empresa tinha para o processamento da contabilidade e envio dos impostos, éramos apenas vistos por isso, o que também não ajudava devido às nossas condições de trabalho que existiam antigamente, em que era tudo escriturado em grandes livros do Razão o que obviamente tomava muito tempo a escriturar todos os movimentos contabilísticos, ao contrário do que é agora tudo digitalizado os lançamentos são feitos num ápice, alguns já automatizados, outro pequeno exemplo antigo, enquanto que o processamento e o cálculo do IVA, terminava no preenchimento manual num envelope que a AT enviava para cada empresa com a fisionomia igual que existe hoje nas declarações do IVA, onde depois de preenchido, juntávamos o cheque de pagamento desse IVA, dobrávamos e íamos colocar na caixa do correio, ora estes passos todos ligar ao cliente para passar pelo escritório com um cheque preenchido com o valor respetivo, preencher  e dobrar o envelope, ir aos correios entregar o envelope (declaração de IVA e pagamento) havia sempre um desgaste nessa altura, um cliente era pacífico, uma variedade de clientes era uma dinâmica muito stressante nessa altura, havendo nessa altura só um prazo, agora  há dois prazos (de envio e de pagamento), pode ser pago por netbanco, antigamente isso não existia, depois de lançar a contabilidade mensal ou trimestral, qualquer programa contabilidade em cinco minutos processa, calcula e envia para a AT a declaração de IVA e envia a guia pagamento para o cliente por email, não precisamos de ligar para o cliente, sair do escritório para ir aos correios, agora com estes ganhos de tempo conseguimos nos libertar para poder dar mais consultoria fiscal aos nossos clientes, ajuda-los a tomar decisões mais rapidamente e eles também já nos veem com outros olhos, porque ao longos dos anos vejo os nossos parceiros de negócios, primeiro a nos consultar para ter uma melhor opinião e só depois aí sim tomam as suas decisões estratégicas na empresa para irem ao encontro do objetivo traçado.
Ou seja, a nova geração de Contabilistas não sabe a vida facilitada que tem agora, mas ainda bem.

Num setor tantas vezes percecionado como técnico e burocrático, como é que a Logifisco procura humanizar o serviço e criar proximidade com os seus clientes?
Da nossa parte nós temos criado sempre uma grande empatia com os clientes, tentando explicar e dar apoio de uma forma mais simples e sem grandes explicações técnicas (só quando nos é solicitado, ou nalguns casos específicos) explicando de uma forma que qualquer pessoa entenda. Temos uma forte ligação com todos os clientes, que quando nos contactam ou vice-versa o relacionamento é por vezes como se fossem entre amigos (sabendo cada um do seu papel como é óbvio), não existe aquela “barreira” de “o contabilista” e o “empresário”.
Por vezes, devido a essa ligação/empatia existente passa-se mais tempo a falar do estado do país e de situações particulares nossas do que da contabilidade.

Quais são, para si, os grandes objetivos da Logifisco para os próximos anos? Pretendem continuar a crescer a nível nacional ou há também ambições internacionais?
Neste momento o único objetivo é continuar a responder o mais competente e eficientemente aos nossos parceiros de negócios que depositaram confiança em nós, continuar a consolidar a nossa presença nesta atividade como referência, estando sempre atentos aos novos desafios que vão aparecendo ao longo de tempo e atualizando, é uma empresa consolidada, a nível internacional não temos ambição, porque já trabalhamos muito a  nível internacional dentro do nosso País, cada vez a mais estrangeiros em Portugal e a Logifisco não foge a isso somos cada vez mais procurados para consultoria fiscal, apoio em obrigações fiscais, abertura de empresas por cidadãos estrangeiros, trabalho à vezes em parceria com outros Colegas estrangeiros com clientes semelhantes o qual desta forma já toma uma parte considerável do nosso trabalho havendo uma pessoa e um departamento próprio para esta nova realidade de mercado, como tal a nível internacional, como digo às vezes já nos expandimos.

Que conselhos deixaria a jovens profissionais que hoje ambicionam construir um percurso sólido na área da contabilidade e da consultoria financeira?
Os conselhos que daria a jovens profissionais é que valorizem sempre a aprendizagem, é muito importante, estejam sempre em formação, não parem de estudar, já nem falo do Orçamento de Estado que todos os anos temos de nos atualizar. Ainda recentemente houve várias alterações ao código do IVA, alterando significativamente várias regras e que podem fazer uma diferença significativa ao contribuinte. Ora se depois de sair da faculdade pensar que já sabem tudo, é meio caminho andado para servir e aconselhar mal os seus novos clientes ou a sua entidade patronal. Ter bastante humildade e estar atento aos Colegas mais experientes e aprender com eles. Estão sempre a aparecer novas situações no dia a dia, no fundo quando um cliente nos contacta está sempre à espera de uma resposta nossa e temos de a dar e quando nos contrata está sempre à espera que cumpramos o serviço, e, como tal, temos, sempre que possível, de nos antecipar ao que o cliente está à espera de nós.
Manter sempre uma postura de Líder e profissional, sendo eficaz e eficiente ao fazer a respetiva contabilidade, estando preparado para tomar bastantes decisões ao longo do tempo. Queremos continuar a elevar a fasquia no universo da Contabilidade.


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