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Humanizar o Imobiliário: A Visão que Diferencia a CASAPARASI

Num mercado imobiliário em constante transformação, onde a confiança, a especialização e a capacidade de adaptação assumem um papel cada vez mais determinante, ouvir os profissionais que diariamente acompanham a evolução do setor torna-se essencial para compreender os desafios, as tendências e as oportunidades que estão a redefinir o futuro da mediação imobiliária em Portugal.
É neste contexto que Sandra Lopes surge como uma voz de referência no setor, defendendo uma visão moderna, profissional e diferenciadora do mercado imobiliário. À frente da CASAPARASI, acredita que o futuro da mediação passa pela valorização do conhecimento, pela proximidade com o cliente, pela inovação e pela criação de experiências cada vez mais personalizadas e transparentes.
Nesta entrevista, a CEO da CASAPARASI partilha a sua análise sobre a evolução do setor imobiliário, os novos comportamentos do consumidor e a importância crescente da profissionalização num mercado cada vez mais competitivo e exigente. Mais do que vender imóveis, defende a construção de relações de confiança, estratégia e acompanhamento especializado, capazes de gerar valor real para clientes, investidores e parceiros.
Num setor onde a diferenciação já não é uma opção, mas uma necessidade, a CASAPARASI afirma-se pela aposta contínua na inovação, na qualidade do serviço e numa abordagem humana e próxima, acompanhando as mudanças do mercado sem perder aquilo que continua a fazer a diferença: as pessoas.

A CASAPARASI nasceu da convicção de que “as empresas são feitas de pessoas e não de marcas”. Hoje, como define a identidade e o posicionamento da marca no mercado imobiliário nacional?
Com a mesma definição de pessoas que fazem as marcas. Passados 11 anos do nascimento da CASAPARASI, o posicionamento da marca está afirmado, consolidando a existência. Hoje é uma marca que já vai tendo o nome fixado em vários pontos do país e fora dele, claro que ajustado à sua modesta dimensão.

O mercado imobiliário no interior do país continua a ser descrito como desafiante. Quais são, na sua perspetiva, os principais obstáculos — e também as maiores oportunidades — deste território?
Os obstáculos, na minha perspetiva, são os mesmos, em outra dimensão, que serão em qualquer outro lugar, ou pelo menos alguns deles. As dificuldades da parte burocrática portuguesa, claro que nos outros países também há, mas realmente nós em Portugal temos tendência para complicar o que por vezes já o é e aquilo que não é… mas os obstáculos fizeram se para se ultrapassar e também sem isso não teríamos experiência. Os obstáculos fazem parte do caminho e, muitas vezes, são precisamente os erros e os desafios que mais nos ensinam. É essa aprendizagem contínua que nos permite evoluir enquanto profissionais e pessoas e prestar hoje um serviço mais consciente e preparado.

Nos últimos anos, assistimos a uma maior procura por zonas menos urbanas, impulsionada pela procura de qualidade de vida. Esta tendência veio para ficar ou foi apenas um efeito circunstancial? 
Ninguém terá a capacidade de adivinhar, mas acredito que será a manter e aumentar. O problema é que esta tendência pode vir a fazer novas áreas urbanas, quase como um mudar de cidades. Ao longo dos anos, dos séculos tem sido isso a acontecer, a mudança das residências das pessoas por este ou por aquele motivo criam áreas populacionais e volta a perder se “a qualidade de vida” que se tem em espaços mais rurais. Se as pessoas não tiverem a sensibilidade de não alterar em “demasia” esses espaços eles, mais cedo ou mais tarde, vão transformar se nas zonas de onde essas pessoas fugiram. É um pouco aquele ditado “podes sair do bairro, mas o bairro não sai de ti”.

Sendo o mercado imobiliário cada vez mais competitivo — e até “agressivo” — de que forma a CASAPARASI se diferencia e cria valor para os seus clientes? 
Concordo inteiramente consigo, cada vez mais agressivo e quase que me atreveria a dizer “desorientado” … A CASAPARASI, nasceu sempre com o objetivo de fazer pelas pessoas, com as pessoas. Fazendo aqui uma analogia, foi sempre criar a ligação que temos com a mercearia, e não aquela que temos com o hipermercado.

A digitalização tem vindo a transformar profundamente o setor, desde visitas virtuais a plataformas de venda direta. Até que ponto a tecnologia é uma aliada — ou uma ameaça — para as imobiliárias tradicionais?
Já há uns tempos respondi a uma questão semelhante numa entrevista, a propósito da pandemia COVID-19. Confesso que para mim, para a CASAPARASI, a tecnologia foi e é uma excelente aliada. Tendo em conta as dificuldades para pequenas empresas terem pessoas a colaborar e pagar ordenados, os impostos são uma carga muito pesada, as novas tecnologias acabam por ser uma ajuda mais leve e tornar se um parceiro mais colaborar e menos dispendioso. Claro que é uma contradição para mim , que considero bastante a defesa do trabalho humano, mas a verdade é que nos tempos que correm tento fazer um equilíbrio para manter a parte humana no meio da tecnologia e valorizar essa parte, impedindo que a automação se torne ameaça.

Num contexto de instabilidade económica, subida de juros e desafios no acesso ao crédito, como antecipa a evolução do mercado imobiliário em Portugal nos próximos anos?
Num contexto de instabilidade económica, subida das taxas de juro e maiores dificuldades no acesso ao crédito, antecipo um mercado imobiliário cada vez mais volátil e imprevisível. Hoje, as variáveis económicas têm um impacto imediato, e aquilo que é verdade num momento pode deixar de o ser pouco tempo depois. Essa instabilidade constante poderá ter consequências não apenas económicas, mas também sociais e psicológicas, aprofundando desigualdades e aumentando a distância entre diferentes grupos da sociedade.
A crise da habitação em Portugal não é recente. Há vários anos que se fala no problema, mas a realidade é que muitas das soluções apresentadas têm servido mais para atenuar temporariamente os sintomas do que para resolver a questão de fundo. E soluções temporárias acabam, inevitavelmente, por perder efeito.
Na minha perspetiva, se existir uma verdadeira vontade de resolver o problema da habitação, ele pode ser resolvido. No entanto, estamos perante um mercado com interesses económicos extremamente fortes, onde grandes grupos concentram cada vez mais poder e influência. Essa concentração dificulta mudanças estruturais e torna mais complexo encontrar soluções equilibradas e sustentáveis para o acesso à habitação.

A relação de proximidade com o cliente parece ser um dos pilares da vossa atuação. Como se constrói confiança num setor onde muitas vezes os clientes enfrentam decisões de grande impacto emocional e financeiro? 
A relação de proximidade é, de facto, um dos pilares da nossa atuação. A confiança constrói-se sendo o mais transparente e genuíno possível, mostrando ao cliente que estamos verdadeiramente ao seu lado durante todo o processo e focados em encontrar a melhor solução para aquilo que ele ou ela procura.
No sector imobiliário, estamos a falar de decisões com um enorme impacto emocional e financeiro, por isso as pessoas valorizam honestidade, disponibilidade e acompanhamento próximo. Mais do que vender um imóvel, o importante é criar uma relação de confiança, onde o cliente sente que pode contar connosco para tomar decisões informadas e seguras.

Para quem pondera investir no interior do país — seja para habitação própria ou investimento — que conselhos considera essenciais para tomar decisões mais seguras e informadas?
Para quem pondera investir no interior do país, seja para habitação própria ou para investimento, o primeiro conselho é fazer uma boa prospeção de mercado. É importante perceber as diferenças entre comprar através de mediação imobiliária ou diretamente a um particular. No caso de negócios entre particulares, é fundamental ter uma atenção redobrada à documentação e à legalidade do imóvel. Ainda assim, mesmo recorrendo a mediação imobiliária, esse cuidado deve existir, porque, como em todos os sectores, existem bons e menos bons profissionais.
O segundo conselho passa pela importância do valor de compra. Muitas vezes, o segredo de um bom investimento está precisamente aí. Seja para habitação própria, pensando numa futura valorização e eventual venda, seja para investimento com objetivo de rendimento, comprar ao valor certo aumenta significativamente a segurança e o potencial de retorno.
Por fim, é essencial analisar todos os custos associados ao processo. Muitas pessoas focam-se apenas no preço do imóvel e acabam por não considerar devidamente impostos, despesas de escritura, crédito, manutenção e outros encargos que podem ter um impacto significativo no investimento. Uma decisão informada exige olhar para o investimento de forma global e realista.

Num setor cada vez mais exigente e competitivo, quais são os principais desafios para a CASAPARASI e, perante tantas opções no mercado, por que motivos deve um cliente escolher trabalhar convosco? 
Penso que a resposta está nas perguntas anteriores. Ainda assim, acredito que quem trabalha connosco percebe rapidamente que, para nós, os imóveis nunca são apenas imóveis, são pessoas, histórias, decisões de vida e responsabilidade. E talvez seja precisamente essa forma de estar que continua a diferenciar a CASAPARASI.

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