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“O Coaching tem um impacto muito Positivo nas organizações”

Em entrevista à Business Voice, Denise Bessa abordou a relevância do Coaching e da Programação Neurolinguística (PNL) no contexto profissional, sublinhando o papel da comunicação como um dos pilares fundamentais para o sucesso das organizações.
Durante esta conversa, explicou que muitas empresas continuam a enfrentar dificuldades relacionadas com falhas de comunicação, conflitos internos e ambientes de trabalho excessivamente pressionantes, fatores que acabam por comprometer a motivação, o desempenho e o bem-estar das equipas. Nesse sentido, defende que o Coaching e a PNL oferecem ferramentas práticas para melhorar a forma como líderes e colaboradores comunicam, gerem emoções e constroem relações profissionais mais saudáveis.
Destacou que estas metodologias podem ajudar líderes e equipas a desbloquear potencial, fortalecer relações internas e aumentar a produtividade, sem criar culturas organizacionais tóxicas ou baseadas em medo e pressão constante. Para Denise Bessa, a produtividade sustentável nasce de ambientes onde existe confiança, clareza na comunicação e inteligência emocional.
Outro dos pontos centrais da entrevista foi a importância dos líderes investirem no seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional. Segundo a nossa interlovutora, liderar equipas exige hoje muito mais do que competências técnicas, sendo fundamental que os responsáveis adquiram melhores ferramentas para gerir pessoas, lidar com diferentes perfis comportamentais e tomar decisões de forma mais consciente e equilibrada.
A entrevistada defende que líderes que investem em si próprios tornam-se mais preparados para inspirar equipas, resolver conflitos e promover culturas empresariais mais colaborativas e humanas. Além disso, conseguem criar ambientes onde os colaboradores se sentem valorizados, ouvidos e motivados a contribuir para os objetivos da organização.
A entrevista reforça a crescente valorização das soft skills no mundo empresarial, numa altura em que as empresas procuram modelos de liderança mais empáticos, eficazes e orientados para o desenvolvimento humano.

Num mundo onde talento já não se retém apenas com salário, que tipo de liderança acredita que as empresas precisam de desenvolver para criar equipas verdadeiramente motivadas e comprometidas
Num mercado onde o talento é cada vez mais escasso e exigente, diversos estudos e estatísticas demonstram que uma das principais razões pelas quais as pessoas abandonam as organizações não é o salário, mas sim a qualidade das chefias. As pessoas não deixam empresas, deixam líderes. Este dado obriga as organizações a repensarem profundamente o modelo de liderança que estão a desenvolver.
Hoje, reter talento exige uma liderança mais consciente, próxima e humana, capaz de olhar para as equipas para além dos resultados imediatos. As pessoas querem ser ouvidas, compreendidas e reconhecidas. Querem sentir que a sua opinião conta e que existe espaço para crescer, errar e evoluir sem medo.
Para isso, é fundamental que os líderes desenvolvam a capacidade de escutar ativamente, adaptar a comunicação aos diferentes perfis e compreender o impacto que o seu comportamento tem no clima da equipa. Liderar deixou de ser apenas fazer sempre igual com todos; passou a ser criar relação, alinhamento e compromisso.
Neste contexto, torna-se indispensável que os líderes procurem ferramentas de desenvolvimento que lhes permitam chegar melhor às pessoas. Abordagens como o Coaching e a Programação Neurolinguística (pnl) ajudam a aumentar a consciência, melhorar a comunicação e fortalecer a relação entre líder e equipa, potenciando ambientes mais saudáveis e produtivos.
Em síntese, as empresas que querem reter talento precisam de investir em líderes que estejam disponíveis para ouvir, aprender e evoluir. Porque, hoje, o maior fator de retenção não é o salário — é a liderança.

Muitos conflitos profissionais nascem da falta de comunicação e não da falta de competência. Porque continua a comunicação a ser um dos maiores desafios dentro das organizações?
A comunicação continua a ser um dos maiores desafios nas organizações porque, muitas vezes, o foco está excessivamente nos processos e nos resultados, em detrimento da forma como as pessoas comunicam, se relacionam e interpretam a informação.
Na maioria dos contextos profissionais, os conflitos não surgem por falta de competência técnica, mas por falhas de alinhamento, ausência de escuta ativa, diferentes estilos de comunicação e dificuldade na gestão emocional, sobretudo em contextos de pressão. Cada pessoa comunica a partir das suas experiências, crenças e perceções, o que faz com que a mesma mensagem possa ser interpretada de formas distintas.
Acresce ainda o ritmo acelerado do contexto empresarial atual, marcado por excesso de informação, pressão constante por resultados e pouco espaço para conversas conscientes e estratégicas. Muitas chefias comunicam apenas para executar tarefas, mas não para criar entendimento, confiança e conexão.
Enquanto líder de equipas no retalho, onde a gestão humana é diária e altamente dinâmica, considero que a comunicação eficaz é uma das competências mais críticas dentro de qualquer organização. Quando existe clareza, empatia e inteligência emocional na comunicação, aumenta o compromisso das pessoas, melhora o ambiente de trabalho e potenciam-se os resultados.
Acredito também que abordagens como o Coaching e a Programação Neurolinguística trazem um contributo relevante para o mundo empresarial, ao desenvolverem maior consciência sobre a forma como líderes e equipas comunicam, escutam e influenciam positivamente os outros.

A liderança tradicional baseada em controlo e autoridade está ultrapassada? Que características definem hoje um líder realmente influente e inspirador?
A liderança tradicional, assente exclusivamente em controlo e autoridade, está a tornar-se insuficiente para a realidade atual das organizações. Hoje, as empresas enfrentam equipas emocionalmente mais exigentes, novas gerações com prioridades diferentes e uma crescente necessidade de conexão humana no contexto profissional.
A entrada da Geração Z no mercado de trabalho veio acelerar esta transformação. Trata-se de uma geração que valoriza propósito, reconhecimento, equilíbrio emocional e líderes com quem consiga criar identificação e confiança. Modelos de liderança baseados apenas em pressão e controlo tendem a gerar desmotivação, desconexão e elevada rotatividade.
Neste contexto, acredito que o verdadeiro diferencial das organizações passa pela capacidade de desenvolver líderes mais conscientes, humanos e emocionalmente inteligentes. Um líder influente hoje não é apenas aquele que gere processos, mas sobretudo aquele que sabe gerir pessoas, comunicar com clareza, criar conexão e compreender o que motiva cada colaborador.
É neste ponto que o Coaching e a Programação Neurolinguística ganham relevância no mundo empresarial. Cada vez mais, as organizações percebem que resultados sustentáveis dependem diretamente da qualidade da comunicação, da confiança interna e do alinhamento entre pessoas e objetivos.
Estas ferramentas, alinhadas com outras, obviamente, permitem desenvolver competências essenciais à liderança moderna, como escuta ativa, inteligência emocional, adaptação da comunicação, gestão de conflitos e influência positiva. Mais do que instrumentos de desenvolvimento individual, tornam-se ferramentas estratégicas para criar equipas mais alinhadas, motivadas e produtivas.
Na minha perspetiva, o líder inspirador do presente e focado no futuro é aquele que consegue equilibrar performance e humanização, criando ambientes onde as pessoas se sentem valorizadas, compreendidas e parte ativa do crescimento da organização.

De que forma o Coaching pode ajudar líderes e equipas a desbloquear potencial, melhorar relações internas e aumentar produtividade sem criar ambientes tóxicos?
O Coaching tem um impacto muito positivo nas organizações porque atua não apenas ao nível das competências técnicas, mas sobretudo no comportamento, na comunicação e na consciência individual. Muitas vezes, os maiores bloqueios nas equipas não estão na falta de capacidade, mas na forma como as pessoas lidam com pressão, conflitos, insegurança ou falta de alinhamento.
Quando aplicado de forma estratégica, o Coaching ajuda líderes e equipas a desenvolver competências como inteligência emocional, comunicação assertiva, gestão de conflitos, foco em soluções e capacidade de adaptação. Isto permite aumentar a produtividade sem recorrer a modelos de liderança baseados no medo ou na pressão excessiva.
Um exemplo comum é o de líderes com equipas tecnicamente competentes, mas emocionalmente desgastadas. Através do Coaching, esses líderes desenvolvem maior consciência sobre a sua comunicação, aprendem a dar feedback de forma construtiva e passam a compreender o que realmente motiva diferentes perfis dentro da equipa. Pequenas alterações na forma de comunicar geram impactos significativos no compromisso e na confiança.
O mesmo acontece em situações de conflito interno. Muitas vezes, o problema não é pessoal, mas sim falta de escuta e diferentes interpretações da mesma realidade. Com o Coaching é possível ter maior consciência sobre comportamentos, emoções e padrões de comunicação, facilitando relações mais equilibradas e colaborativas.
Equipas que se sentem ouvidas, valorizadas e emocionalmente seguras tendem a ser mais produtivas, criativas e comprometidas. A produtividade sustentável não nasce da pressão constante, mas de ambientes onde existe clareza, confiança e alinhamento.

A comunicação positiva pode transformar a cultura de uma empresa? Que impacto têm as palavras, o reconhecimento e a escuta ativa na motivação e desempenho dos colaboradores?
A comunicação positiva tem um impacto direto na cultura de uma empresa, mas para que seja eficaz é essencial que os líderes compreendam quem têm à sua frente. Nem todas as pessoas comunicam da mesma forma, têm as mesmas motivações ou reagem da mesma maneira ao feedback. Um dos erros mais comuns na liderança é utilizar exatamente o mesmo discurso para todos, ignorando os diferentes perfis individuais.
Um líder eficaz tem de ter a capacidade de conhecer o perfil que tem à sua frente e assim adapta a sua comunicação, criando conexão, confiança e clareza na mensagem. As palavras utilizadas diariamente influenciam profundamente a forma como os colaboradores se sentem, interpretam situações e enfrentam desafios. Ambientes onde existe escuta ativa, reconhecimento genuíno e comunicação consciente tendem a gerar equipas mais motivadas, colaborativas e produtivas.
No entanto, o reconhecimento (feedback positivo) deve existir com equilíbrio e autenticidade. Quando é excessivo, pouco criterioso ou descontextualizado, pode perder valor e até gerar frustração. O impacto real do reconhecimento está na sua intenção, na autenticidade e na capacidade de reforçar comportamentos positivos de forma específica.
A Programação Neurolinguística (PNL) trabalha precisamente esta consciência sobre o impacto da linguagem no comportamento humano. Pequenas alterações na forma de comunicar podem mudar significativamente a resposta emocional e o desempenho das pessoas.
Por exemplo, dizer “tu falhas sempre nesta parte” direciona o foco para o erro e pode gerar insegurança. Já expressões como “vamos trabalhar esta área para ganhares mais consistência e confiança” mantêm a mensagem, mas orientam para a solução e para o crescimento.
Quando a comunicação se baseia apenas na crítica e na pressão, criam-se ambientes defensivos e emocionalmente desgastantes. Pelo contrário, quando existe clareza, escuta e inteligência emocional, as pessoas sentem-se mais disponíveis para aprender, melhorar e contribuir de forma positiva para os resultados da organização.

Se pudesse deixar uma mensagem forte para empresários, gestores e líderes sobre o futuro da liderança e da comunicação corporativa, qual seria?
O futuro da liderança não será determinado pelo cargo, pela experiência técnica ou pelos anos de casa, mas pela capacidade de um líder se desenvolver a si próprio antes de tentar desenvolver os outros. As organizações estão a mudar, as pessoas mudaram, e os modelos de liderança que funcionaram no passado já não respondem às exigências atuais.
Hoje, muitos desafios dentro das empresas não têm origem em falta de estratégia ou de talento, mas em falta de consciência: consciência sobre a forma como se comunica, como se reage sob pressão, como se motiva, como se influencia emocionalmente uma equipa e como se tomam decisões em contextos de incerteza. É precisamente aqui que o Coaching assume um papel diferenciador.
O Coaching não ensina respostas prontas; ajuda líderes a fazerem as perguntas certas, a alinharem comportamentos com objetivos e a desenvolverem uma liderança mais intencional e consistente. Líderes que investem no seu desenvolvimento tornam-se mais claros na comunicação, mais eficazes na gestão de pessoas e mais preparados para lidar com a complexidade humana que existe nas organizações.
Num mercado cada vez mais competitivo, a verdadeira vantagem já não está apenas nos produtos ou nos processos, mas na qualidade da liderança. Equipas lideradas com consciência, clareza e confiança entregam resultados mais sustentáveis, inovam com mais responsabilidade e constroem culturas organizacionais mais fortes.
A mensagem que deixo é simples, mas exigente: liderar no futuro implica evolução contínua. Quem não investir no seu próprio desenvolvimento enquanto líder arrisca-se a gerir pessoas do passado num mundo que já mudou. Recorrer ao Coaching pode ser uma ferramenta, que surge como uma ferramenta estratégica para líderes que querem crescer, influenciar positivamente e preparar as suas organizações para o futuro.


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