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“A oportunidade de Crescimento é sempre uma mais valia para as Organizações”

Em entrevista à Business Voice, Rita Serrabulho, CEO da AMP Associates, revela a chegada oficial da Thinking Heads (TH) a Portugal, marcada por uma parceria estratégica com a AMP Associates. Esta colaboração promete revolucionar a forma como as organizações portuguesas acedem ao conhecimento, colocando-as em contacto direto com alguns dos especialistas mais influentes do mundo.
A Thinking Heads, reconhecida internacionalmente como uma referência na representação de líderes de pensamento, autores, académicos e oradores de prestígio, escolheu a AMP Associates como parceira exclusiva no mercado português. Rita Serrabulho destacou o alinhamento natural entre as duas marcas e a ambição comum de elevar o pensamento estratégico e a liderança em Portugal. É legítimo afirmar que esta parceria representa uma ponte direta entre as organizações nacionais e os grandes nomes que moldam o pensamento global nas mais diversas áreas.
A entrada da Thinking Heads no mercado nacional abre novas possibilidades para eventos corporativos, conferências e iniciativas de formação executiva, com acesso privilegiado a vozes que influenciam decisões a nível mundial. Saiba mais. 

Na sua experiência enquanto CEO da AMP Associates, quais são os principais desafios que encontra ao tentar posicionar o pensamento estratégico e a liderança de ideias no mercado português?
Somos um mercado pequeno. Apesar de termos imenso talento nas mais variadas áreas de especialização, nomeadamente na gestão, ciência, tecnologia, academia ou inovação, há uma tendência para nos focarmos nas figuras mais mediáticas, que são poucas e nem sempre as mais capacitadas. Por outro lado, muito do nosso talento está disperso pelo mundo e dedicado às suas atividades nos mercados onde residem. Assim, é importante agregar o talento português, e permitir-lhes dar-lhes espaço em momentos que permitam a partilha das suas visões e das suas experiências, quer em Portugal quer no resto do mundo. Por outro lado, dar uma maior abertura para que inúmeras outras personalidades, líderes de opinião e pensadores internacionais, possam também estar mais acessíveis e serem mais participativos nos eventos das organizações portuguesas. Estrategicamente, a partilha de conhecimento e o acesso a informação de quem domina e está na vanguarda dos seus temas, permite um desenvolvimento e uma visão mais alargada do que se passa em cada sector a nível global. É preciso nivelar por cima a qualidade de informação que Portugal detém e que pode (e deve) comunicar. Isso também contribui para o posicionamento do país.

Do seu conhecimento e experiência, o que motivou a entrada da Thinking Heads no mercado português e por que razão este era o momento certo para essa expansão?
Portugal tem-se afirmado como um hub relevante na área dos eventos a nível europeu e não só. Segundo a ICCA (International Congress and Convention Association), em 2022 o nosso país subiu à 6ª posição europeia para congressos e convecções. Lisboa foi mesmo a 2ª cidade mundial com mais eventos realizados – 144 congressos num só ano. A modernização das infraestruturas, a excelente relação custo-benefício, a localização estratégica e o apoio institucional ativo (como por exemplo o programa “Portugal Events”), têm permitido sermos um país progressivamente competitivo neste setor. A entrada da Thinking Heads vem complementar esta oferta instalada, oferecendo ao mercado não apenas as condições logísticas e estratégicas para a realização de eventos, mas também o conteúdo. Oradores portugueses e internacionais de destaque, estão agora mais acessíveis e mais próximos das oportunidades geradas. E o nosso talento precisa e merece esse palco.

De que forma esta parceria com a AMP Associates reflete a visão estratégica da marca a nível global?
A AMP Associates tem como missão dar voz às organizações e líderes, em Portugal e no mundo. Foi com esse propósito que nasceu, e é esse o percurso que tem feito, através da implementação de estratégias de comunicação institucionais e corporativas que alcancem esses objetivos. O mercado onde atua a Thinking Heads Speakers é um complemento muito relevante para esta estratégia, e vice-versa. A nossa experiência e resultados foram a principal referência para a escolha da AMP Associates como parceiro da TH em Portugal, no sentido de contribuir para os seus objetivos de negócio e posicionamento global, uma vez que esta parceria se estende a todo o mercado lusófono. 

No sentido de contextualizar o nosso leitor, como descreve a sinergia entre a AMP Associates e a Thinking Heads?
A AMP Associates procura posicionar empresas e líderes portugueses em território nacional, mas também em diferentes geografias, contribuindo para um maior reconhecimento do valor que podem acrescentar aos diferentes mercados e sectores de atividade. Parte dessa estratégia passa por organizar eventos que proporcionem o debate e partilhas de ideias e gerar um maior conhecimento do seu valor. A TH Portugal procura dar a conhecer também em diferentes geografias o melhor talento português, mas também facilitar o acesso mais fácil a especialistas que possam enriquecer e ajudar as empresas e organizações no seu desenvolvimento. A sinergia acontece quando, por exemplo, a AMP tem acesso a esta rede de excelência e pode oferece-la aos seus clientes, mas também quando o propósito das duas organizações acontece: dar voz nacional e internacional ao melhor que se faz em Portugal.

Que valor acrescentado e mais valias aporta esta colaboração para as organizações em Portugal? 
A possibilidade de interagirem com grandes especialistas das suas áreas de atuação, ou adquirir conhecimentos que lhes permitam sair da zona de conforto e pensar mais largo.

De que forma esta nova presença em Portugal irá facilitar a ligação entre empresas nacionais e os especialistas mais influentes do mundo? Que tipo de impacto esperam gerar no tecido empresarial e institucional português? 
O acesso a estes especialistas não é fácil. Até aqui muitas das organizações nem ponderavam inclui-los nos seus eventos por esta mesma razão. A Thinking Heads está a proporcionar-lhes esta oportunidade.

A Thinking Heads tem como missão promover ideias que transformam. Na sua visão, que tipo de ideias o mercado português mais precisa de ouvir e integrar neste momento?
Goste-se ou não, e apesar de vivermos num mundo globalizado e absurdamente digitalizado, a nossa condição cultural e geográfica ainda nos afasta em muitas matérias de muitas realidades e temas estruturantes que se aprofundam todos os dias no resto do mundo. Os hábitos de consumo de informação internacional no nosso país são muito reduzidos, e por isso, a experiência de ouvir em determinado fórum um especialista nacional e internacional sobre determinado tema que nos interessa, é verdadeiramente diferenciador e impactante. 
Ler um livro sobre liderança, inspiração, tendências económicas ou IA de determinado autor, ou ouvi-lo a partilhar histórias que sustentem o seu pensamento, e ter a oportunidade de debate-las, são experiências e estímulos radicalmente diferentes. Essa troca de ideias e essa partilha contribuem para a reflexão e crescimento das pessoas e das organizações, uma vez que aprofundam pontos de vista e visões muitas vezes mais vastas do que aquelas que conhecemos e muitas vezes não temos oportunidade de desenvolver na vertigem do dia-a-dia.

Na sua opinião, há áreas específicas (liderança, inovação, sustentabilidade, entre outras.) onde sentem maior procura?
Sem dúvida. De uma forma mais transversal a procura por oradores na área da Liderança, Atitude, Inspiração, Inovação, Política e Economia e Inteligência Artificial são muito solicitados. Depois uma procura mais segmentada por sectores: Saúde, Energia, Transformação Digital, Inovação, Mobilidade, Ambiente.

Com um portefólio internacional tão vasto, como será feita a adaptação das propostas e perfis à realidade e cultura empresarial portuguesa? Haverá também espaço para promover vozes e especialistas nacionais no circuito global da Thinking Heads? 
Por norma o cliente dá-nos um briefing sobre quais os temas e os resultados / objetivos / impacto que gostaria de alcançar com a intervenção de um Orador. Com base nessa informação, apresentamos uma proposta com diferentes perfis que dará resposta às necessidades apresentadas.
Neste momento, a Thinking Heads Portugal arrancou com a presença de 50 especialistas portugueses que já fazem parte da rede internacional de mais de 5000 speakers.

Com a evolução tecnológica e as mudanças na forma como consumimos conhecimento, como vê o futuro das conferências e da partilha de ideias? A Thinking Heads está preparada para responder a essa evolução?
Muitas Conferências ocorrem já em modelo híbrido, fruto da experiência da epidemia e, como refere, da evolução tecnológica. Mas a presença física dos oradores, a oportunidade de ouvir, mas também de interagir pessoalmente com os especialistas continua a ser a grande preferência dos clientes. O impacto é claramente diferente. Faz parte da expetativa humana, se quiser. Naturalmente que na Thinking Heads operamos com os dois modelos, mas a realidade diz-nos que a proximidade, o contacto, a partilha presencial, toca as pessoas de forma mais efetiva. Só o facto de as organizações terem nos seus espaços alguém que vem ter com as suas pessoas para trazer o seu know how, contar as suas histórias e vivências, debater os seus pontos de vista, é mais marcante e enriquecedor.

Que mensagem gostaria de deixar às empresas e instituições portuguesas sobre o valor de se conectarem com mentes influentes e ideias transformadoras neste novo contexto?
A oportunidade de crescimento, reflexão, inspiração e aquisição de conhecimento é sempre uma mais valia para as organizações. O mundo e o nosso país de forma mais particular, deve ter a ambição de ter esse tempo e esse espaço. O tempo e o espaço de que nos permitam pensar diferente, comparar-nos a outras experiências e outros pontos de vista. Existe outra forma de ter uma visão mais alargada sobre aquilo que fazemos e que queremos acrescentar a um mundo que funciona em ritmos acelerado e de forma globalizada?

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